Eleições: índices de rejeição diferem em pesquisas

votos Pesquisas do BTG/FSB e do Ibope também apontam intenção de votos.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana a respeito da corrida presidencial apresentam diferença entre dados que apontam a rejeição dos candidatos. Na primeira, promovida pela BTG/FSB – apresentada na segunda-feira (24) -, entre os principais postulantes, Marina Silva (Rede) está com 60% de rejeição do eleitorado, seguida de perto por Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB), Fernando Haddad (PT) e Eymael (DC), com 48% cada, além de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), ambos com 47%. Na outra, realizada pelo Ibope/CNI e divulgada ontem, aponta Bolsonaro na frente com 44% de rejeição, seguido de Haddad e Marina, ambos com 27%, Alckmin tem 19% e Ciro, 16%.

Na pesquisa mais recente, ainda sob a análise da rejeição dos políticos, três a cada 10 eleitores mudariam o voto para evitar que um candidato “indesejado” ganhe, ou seja, entre os eleitores, 28% afirmam que a probabilidade de deixar de votar no candidato de sua preferência para evitar que um candidato que ele não gosta vença a eleição é alta ou muito alta. Os que afirmam que a probabilidade de mudar seu voto por esse motivo é baixa ou muito baixa são 48%. “Seis em cada dez eleitores consideram baixa ou muito baixa a probabilidade de deixar de votar no candidato de sua escolha para votar em outro candidato que tenha mais chance de ganhar. Os que afirmam que a probabilidade de mudar seu voto por esse motivo é alta ou muito alta são 16%”, mostra o levantamento.

Neste cenário, segundo o Ibope, os eleitores de Ciro e Alckmin são os mais propensos a mudar de voto para evitar que um candidato de quem não gostam ganhe a eleição, quando considerados os candidatos com mais de 5% de intenção de voto na pergunta estimulada. Entre os eleitores do tucano, 36% afirmam que mudariam o voto, mesma opinião de 35% dos eleitores do candidato do PDT. No caso de Haddad, 31% declaram que é alta ou muito alta a possibilidade de votar em outro candidato para evitar que um candidato de quem não gostam vença, percentual que cai para 28% entre os eleitores da Marina e para 22% entre os de Bolsonaro.

ESTIMULADA – Na pesquisa estimulada, o candidato do PSL segue na liderança de intenção de voto com 27%, seguido de perto pelo petista com 21%, tendo como terceiro colocado o pedetista com 12% das menções, empatado tecnicamente no limite da margem de erro com o tucano que tem 8%. A candidata da Rede tem 6% – empatada tecnicamente com Alckmin -, o candidato do Novo (João Amoedo) tem 3% das intenções, também empatado – na margem de erro – com Marina. Meirelles e Álvaro Dias (Podemos), recebem, cada um, 2% das respostas. Boulos aparece com 1%, sendo que esses candidatos estão tecnicamente empatados.

2º TURNO – A pesquisa realizou quatro simulações de segundo turno, comparando o primeiro colocado das últimas pesquisas Jair Bolsonaro e os demais candidatos melhor colocados. Na simulação entre Bolsonaro e Haddad, o candidato do PT aparece quatro pontos à frente do candidato do PSL, mas tecnicamente empatado, considerando o limite da margem de erro da pesquisa. Haddad tem 42% e Bolsonaro 38%.

Num provável cenário entre Bolsonaro e Ciro, o candidato do PDT ganharia a eleição com nove pontos de vantagem. Ciro tem 44% contra 35% de Bolsonaro. No embate com Alckmin, o candidato do PSDB está quatro pontos à frente com 40% dos votos, já o candidato do PSL tem 36%. Contra Marina, Bolsonaro fica dois pontos à frente, mais uma vez em situação de empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa. O candidato do PSL fica com 40% das intenções de voto e a candidata da REDE obtém 38%.

BTG/FSB – Pesquisa divulgada esta semana pela BTG/FSB aponta Bolsonaro na frente com os mesmos 33% registrados na pesquisa da semana passada (dia 17) e o petista Fernando Haddad se consolidou na segunda colocação com 23% (na pesquisa anterior, ele tinha 16%). Ciro Gomes (PDT), manteve a terceira colocação, porém caiu 4 pontos, passando de 14% para 10%. Alckmin, subiu de 6% para 8%. Marina manteve 5%.

LEVANTAMENTO – A pesquisa divulgada ontem foi realizada pelo Ibope Inteligência a pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria) de 22 a 24 de setembro. Foram entrevistados 2.000 eleitores de 126 municípios, a margem de erro é de dois pontos percentuais (para mais ou para menos) e o nível de confiança utilizado é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob número BR-04669/2018.

Já Instituto FSB Pesquisa entrevistou 2.000 eleitores por telefone nos dias 22 e 23 de setembro, nos 27 estados brasileiros, tendo divulgado a pesquisa no dia 24. O intervalo de confiança também é de 95% e está registrada no TSE com o número BR-03861/2018.

(Felipe Poleti)