Eleitor consciente

E se aquele que mereceu seu voto não corresponder as expectativas ou meteu a mão no dinheiro público, ainda existe o Ministério Público para apurar

Acredite se quiser! As eleições gerais para presidente e vice-presidente, governador e vice, deputados estaduais e federais e senadores, estão distantes apenas dois meses. Estas serão as eleições mais curtas dos últimos tempos. Enquanto os partidos oficializam as candidaturas e correm contra o tempo para fazer os registros até o próximo dia 15, os postulantes começam a se movimentar nos bastidores e a montar os comitês de campanha.

Neste ano, Piracicaba contará com número recorde de 12 candidatos a deputado estadual e federal. Dois deles ocupam cargos de vereadores. Ao contrário de muitas cidades com o mesmo porte, Piracicaba tem dois deputados – um estadual e um federal. Mas a cidade tem eleitores suficientes para eleger mais deputados, se considerar o número de eleitores.

Como acontece em todas as campanhas eleitorais, candidatos de outras cidades batem às portas dos eleitores piracicabanos à procura dos preciosos votos. Nesta hora, o que o eleitor deve fazer? Há aqueles que preferem votar nos forasteiros, pois acreditam que santo de casa não faz milagre. Mas uma boa parte prefere votar nos candidatos da terra. Por entender a importância das eleições para definir os rumos da cidade, do Estado e do país, o Jornal de Piracicaba tem feito entrevistas com os postulantes aos cargos de deputados do município para favorecer o debate e mostrar as propostas deles.

Nestas eleições relâmpagos, os eleitores, mesmo estando decepcionados com os políticos – é não é sem razão diante da roubalheira generalizada – devem ir às urnas. Não dá para deixar nas mãos dos outros a responsabilidade pela escolha dos candidatos. Não dá para terceirizar o voto.

O antídoto contra a corrupção é a escolha de candidatos menos corruptos. Ninguém é 100% honesto. Como se faz isso? Nestas eleições com predominância das mídias sociais, basta digitar o nome do concorrente no Google e puxar sua ficha corrida. O que fez pela cidade, pelo Estado e pelo país? Basta acessar vídeos com as entrevistas ou mesmo páginas oficiais de campanha, para saber o que pensam, quais as propostas para retirar o país e o Estado do buraco. E essas propostas condizem com seus valores?

Aproveite e também dê uma espiadinha no site no Tribunal de Justiça. Digite o nome do candidato e veja se tem processos por improbidade administrativa. Ser eleitor consciente dá trabalho. Mas, depois do resultado das urnas, fica a sensação do dever cumprido. Que tentou fazer o melhor. E se aquele que mereceu seu voto não corresponder as expectativas ou meteu a mão no dinheiro público, ainda existe o Ministério Público para apurar. Aliás a Justiça tem sido implacável com os políticos corruptos.

(Claudete Campos)