Em 19 meses, Patrulha Maria da Penha faz 15.109 rondas

Comandante Lucineide: “cabe à Patrulha monitorar as vítimas com medidas protetivas” (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Criada em maio de 2017, com o objetivo de reduzir as estatísticas de violência contra as mulheres em Piracicaba – por meio de proteção às vítimas de agressão doméstica ou familiar que possuem medidas protetivas – a Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil realizou até dezembro do ano passado, 15.109 rondas. Nesses 19 meses, a Patrulha atendeu 636 vítimas e prendeu 16 agressores em flagrante delito. Atualmente, a Patrulha Maria da Penha recebe, em média, 30 novas medidas mensais.

Na avaliação de Lucineide Maciel, comandante da Guarda Civil de Piracicaba, a implantação da Patrulha e os trabalhos com as vítimas têm mostrado que agora elas se sentem mais seguras para denunciar o agressor. “Podendo contar com o apoio não só da Patrulha, mas também da rede de atendimento no município”, ressalta.

Cabe à equipe da Patrulha Maria da Penha, formada por oito guardas, monitorar as vítimas com medidas protetivas – decisão judicial que determina que os agressores mantenham distância, não ultrapassando um limite mínimo de aproximação – 24 horas, em horários e dias alternados.

De acordo com a corporação, os guardas-civis, antes de ingressarem nesse grupamento, passam por treinamentos específicos. “A atuação da Patrulha também consiste em entrevistas com essas mulheres, para encaminhá-las a serviços de apoio, como o Centro de Referência e Saúde da Mulher Vítima de Violência, a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e informando o Poder Judiciário, no caso de o agressor descumprir a medida protetiva”, destaca a comandante.

Nos serviços de apoio, enfatiza Lucineide, as vítimas podem contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais de psicologia, assistência social e advocacia para oferecer suporte no sentido de auxiliá-las a sair do ciclo de violência em que estão inseridas. Por meio de chamamento público, realizado pela prefeitura, as vítimas contam também com o CIM (Centro de Integração da Mulher) – Casa Abrigo Valquíria Rocha, no município de Sorocaba, que acolhe essas mulheres.

 

SERVIÇO

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos seguintes canais: Guarda Civil (153), Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (180) e DDM, à rua Alferes José Caetano, 1.018, telefone 3433-5878.

(Eliana Teixeira)