Em 7 dias, Unimep amarga duas derrotas na Justiça

Os professores e funcionários da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) conquistaram mais uma vitória na Justiça contra a administração da faculdade. Ontem, durante audiência no MPT (Ministério Público do Trabalho), em Campinas, o IEP (Instituto Educacional Piracicabano da Igreja Metodista), mantenedor da Unimep, firmou TAC (Termo de Ajuste de Conduta) se comprometendo a efetuar o pagamento integral do salário até o 5º dia útil de cada mês e também do 13º salário de todos os seus empregados, de imediato. 
 
Segundo o presidente da Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep), Milton Souto, essa é uma ação que “vinha se arrastando” desde o inicio do segundo semestre de 2017. “Eles vinham pedindo prazo atrás de prazo e nenhum representante oficial da igreja comparecia às reuniões. Hoje, pela primeira vez, um representante do bispo da Igreja Metodista esteve aqui e assinou o TAC para pagamento dos professores. É uma conquista muito importante para nós”, ressaltou.
 
O TAC foi proposto pela procuradora Clarissa Ribeiro Schinestsck e nele ainda consta que, no prazo de 90 dias, o IEP deve recolher os valores devidos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos trabalhadores, além de fornecer cesta básica e pagar o vale-alimentação no prazo estipulado em norma coletiva. Procurada pela reportagem, a reitoria da Unimep não se posicionou sobre a decisão do MPT até o fechamento desta edição. “Caso descumpra o TAC, a IEP pagará multa de R$ 50 mil por item, além de multa diária de R$ 1 mil, reversível ao FAT (Fundo de Amparo Trabalhador)”, informou a procuradora Clarissa. 
 
 
 
OUTRA DERROTA— Na semana passada, a Unimep começou a reintegração dos professores aos seus antigos postos, conforme determinação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, que negou liminar da universidade que pedia o não retorno dos docentes. De acordo com o Sinpro Campinas (Sindicato dos Professores), responsável pela região de Piracicaba, dos 70 demitidos, 20 não aceitaram a reintegração por já estarem dando aulas em outras universidades ou terem iniciado outros rumos em suas carreiras profissionais.
 
 
 
O CASO— Em 2017, funcionários e professores  denunciaram ao MPT o atraso recorrente dos salários, o não recolhimento do FGTS e a precarização do ambiente de trabalho. Um TAC foi  assinado em setembro do ano passado.