Em alguns bairros a varrição de ruas está suspensa há três meses

A informação foi dada por um grupo de moradores, que disse ter procurado a prefeitura, mas sem sucesso. (Amanda Vieira/JP)

Moradores do bairro Higienópolis em Piracicaba reclamam da varrição das ruas que, segundo eles, está suspensa há mais de três meses. Eles contaram que tentaram buscar informações junto à prefeitura e a Piracicaba Ambiental – empresa responsável pela coleta de lixo na cidade – mas contaram que não tiveram resposta de nenhum lado.

A dona de casa Erica Vilma Fermino disse que ao menos há 90 dias as equipes não fazem o serviço nas ruas do bairro. Além da sujeira nas calçadas e vias, ela cita que grande parte do material acaba parando nas bocas de lobo, o que podem provocar o entupimento das galerias e causar transtornos quando chover. A dona de casa contou que antes, o serviço das equipes no Higienópolis era feito às segundas, quartas e sextas-feiras. “Depois eles mudaram para as terças e quintas-feiras e a aos sábados, até aí estava tudo bem, elas (varredoras) passavam e faziam o trabalho, mas agora parou de vez”, reclamou. Erica, que mora na rua Visconde do Rio Branco, disse que ligou na prefeitura e na Ambiental mas não obteve resposta.

O aposentado Jamil Assunção disse que na esquina da avenida Independência, o acúmulo de folhas das árvores e o lixo é vergonhoso. “Além de ficar uma impressão feia, essa quantidade de lixo nas ruas, ficamos sem respostas, não sabemos se vai retornar o serviço ou não”, afirmou.

S e g u n d o o m o r a d o r, quando venta a situação fica pior pois as folhagens são levadas para dentro dos quintais das casas. “Eu tenho varrido meu quintal e a minha calçada, mas não é sempre que posso e é um serviço que temos direito, pois pagamos impostos”, acrescentou. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Piracicaba foi questionada ontem sobre a suspensão do serviço e informou que a empresa Piracicaba Ambiental é quem responde pela varrição. Já o setor de comunicação da Ambiental foi questionado e até o fechamento desta matéria não houve retorno.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br