Em audiência, professores são contra divisão das férias escolares

Audiência pública foi promovida na Assembleia Legislativa de São Paulo (Foto: Divulgação)

Professores, pais de alunos e especialistas são categóricos em afirmar que a proposta de férias repartidas nas escolas estaduais do Estado de São Paulo não melhoram o desempenho pedagógico e podem, inclusive, prejudicar o aprendizado. A posição foi tirada em audiência pública promovida pela deputada estadual Professora Bebel (PT), que também é presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), na tarde de segunda-feira (6), na Assembleia Legislativa de São Paulo.

De acordo com professor universitário e diretor do Instituto Paulo Freire José Eustáquio Romão, “os supostos estudos internacionais apresentados pelo governo estão cheios de falhas e não se pode comparar um Estado, parte de um país, com outros países que têm realidades totalmente distintas da nossa”, disse.

Para Bebel, não apenas essa invenção não resolve qualquer problema das escolas estaduais, como causará transtornos na vida de estudantes, professores e pais, que sequer foram consultados. “Nem mesmo pelo aspecto econômico (turismo) a medida se sustenta. Sem dinheiro, sem emprego, pais, estudantes e professores não têm condições de viajar. Muitos participantes também se manifestaram apresentando diferentes aspectos da questão. Tem que parar de inventar coisas para desviar o foco”, destacou.

Na rede estadual, atualmente, as férias são de 15 dias  em dezembro, e os meses de janeiro e julho completos, enquanto que os professores  têm 15 dias de férias em julho e 15 em janeiro. A nova proposta do Estado é que as férias de dezembro sejam encurtadas, iniciando na véspera do Natal, e não mais uma semana antes do feriado. Pela sua proposta, as de julho seriam reduzidas para 15 dias, e outros dois pequenos períodos de descanso deverão ser oficializados como férias nos meses com os feriados de Tiradentes (abril) e Nossa Senhora Aparecida (outubro).