Em Piracicaba, 10.800 alunos do ensino médio da rede estadual podem ter atividades em universidades

Alunos da rede estadual em atividade escolar Alunos da rede pública vão ter convivência com o ambiente acadêmico (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Programa Educa SP, lançado ontem (22), pelo governador João Doria (PSDB), vai possibilitar a experiência a estudantes da rede estadual frequentarem uma universidade ainda no ensino médio. No projeto-piloto serão atendidos em 2019, até 30 mil alunos da rede – 10.800 de Piracicaba e 12.600 em toda a Diretoria Regional de Ensino -, com acesso a atividades complementares em instituições públicas e privadas de ensino superior parceiras em todo o Estado. “O nosso programa começa no mês de maio nas universidades de São Paulo. É um ‘Corujão da Educação’, porque ele vai ocupar os horários disponíveis nas salas de aula de universidades, garantindo com isso melhor qualidade de ensino e principalmente uma motivação adicional para os alunos da rede do ensino médio”, explica Doria.

O objetivo do Estado é ofertar conteúdos que deem sentido à trajetória dos alunos e fornecer uma amostra da vida universitária. As atividades serão propostas pelas universidades, mas ainda passarão pelo crivo da Secretaria Estadual da Educação. O chamamento público para as universidades interessadas foi iniciado ontem e vai até 12 de março. “ O programa é importante para que os alunos tenham essa experiência nas universidades”, diz o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares.

Para o diretor regional de Ensino de Piracicaba, Fábio Negreiros, além do Educa SP otimizar o uso dos campos universitários, proporciona ao aluno da rede pública a convivência com o ambiente acadêmico. “Em Piracicaba, temos a USP (Universidade de São Paulo), a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), como os principais campos paulistas, além das particulares que também vão poder participar do programa”, destaca.

O programa terá cursos com duração de 200 horas, em estarão em consonância com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). As atividades serão ministradas nas instituições de ensino superior no contra turno escolar dos alunos das escolas estaduais de São Paulo. “É algo que considero revolucionário, que leva o aluno a querer aprender mais”, afirma Negreiros.
O certificado estará atrelado à conclusão do ensino médio e a carga horária do curso não vai substituir as aulas regulares obrigatórias.

(Eliana Teixeira)