Em prol da segurança

Diante da utópica sociedade totalmente segura, sem crimes de qualquer natureza, todo esforço a fim de promover a sensação de segurança é válido. Nesta edição do <BF>Jornal de Piracicaba<XB> constam duas matérias que abordam este assunto. Uma delas trata da mobilização de moradores de Ártemis, distrito de Piracicaba, para a implantação, na região, de um posto de apoio às polícias da cidade. A outra discorre a respeito de um novo sistema — eletrônico —, da Polícia Militar para registro de boletim de ocorrência.
 
A inauguração do posto de apoio às polícias Em Ártemis acontece hoje à noite. O espaço, de acordo com o repórter Felipe Poleti, tem infraestrutura para receber equipes das polícias Militar e Civil, além da Guarda Municipal, e foi criado por iniciativa da comunidade local, para garantir a tão desejada — por todos, independente da localização — “sensação de segurança”. Neste caso, a “impressão de estar seguro” é para os mais de 40 mil piracicabanos que residem por lá, incluindo os que têm casa Em Santa Teresinha, Parque Piracicaba, Lago Azul e Paredão Vermelho. Vale destacar que há uma espécie de rede colaborativa de segurança na região. É o projeto denominado Vizinhança Solidária, por meio do qual as forças policiais prenderam pelo menos 30 pessoas que estavam cometendo crimes na localidade, segundo o presidente do Conseg (Conselho Municipal de Segurança). Ponto para a cooperação, que se mostra cada vez mais essencial para um mundo melhor.
 
Quanto ao novo sistema eletrônico da PM, ele consiste Em os policiais militares terem a possibilidade de fazer os boletins das ocorrências para as quais foram designados diretamente Em tablets disponíveis nas viaturas. É o chamado TPD (Terminal Portátil de Dados), abolindo o fichário de papel e otimizando Em pelo menos cinco vezes o atendimento feito pelos policiais. Segundo a própria corporação, o antigo sistema consumia, Em média, 2h30 do profissional, que tinha de anotar manualmente todos os dados referentes a vítimas, indiciados e objetos apreendidos. Com a necessidade de menos tempo para preencher os “campos brancos” da folha, há a esperança de existir mais tempo, de fato, para policiar, que é a real função dos homens de farda. Talvez, se atitudes como as duas mencionadas neste editorial se tornarem frequentes e eficientes, a sociedade totalmente segura deixe de ser apenas utopia.