Empreendedora de Piracicaba destaca-se por história de superação

Angela: “Deus mudou a página da minha vida” (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

A data 8 de março foi escolhida em 1910, para ser o Dia Internacional da Mulher, mas somente em 1975, passou a ser celebrada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Muitas mulheres, ao longo da história, fizeram e fazem a diferença na sociedade, destacando-se em atividades profissionais ou histórias de superação. Angela Guimarães, 53, hoje empresária, é uma dessas mulheres que desde cedo enfrentou dificuldades. Já vendeu balas de coco, fabricou roupas de cama, tornou-se microempreendedora de cortinas. Seis anos atrás, perdeu um filho assassinado aos 25 anos. Pensou em desistir do trabalho. Hoje está a caminho de se tornar uma pequena empresa, pelo número de clientes e produção que não param de crescer.

Aos 17 anos de idade, quando Angela e o então namorado, Laudemiro Guimarães, que tinha 19, marcaram a data do casamento, começava história de superação dela. “Eu trabalhava na Fábrica Boyes e naquela época, quando marcava o casamento, eles mandavam embora do serviço. Ele sofreu um acidente de moto, ficou meses internado, com sequelas. Era filho único, o pai dele era viúvo e eu era a única pessoa com quem ele podia contar. E escolhi me casar com ele, apesar de todas as dificuldades”, relata.

Com o marido em cadeira de rodas, sem poder trabalhar, nos dois primeiros anos de casados, Angela começou a fazer bala de coco para vender, chegando a ter sete vendedores nas ruas. “Depois de anos, meu marido voltou a andar. Eu aprendi a fazer observando uma pessoa. Casei desempregada. Mas Deus abençoou, que com o dinheiro das balas conseguimos comprar nosso terreno. Mas era difícil construir, porque pagávamos aluguel”, relembra.

Foi nessa época, recorda-se a empresária, que surgiu a oportunidade de mudar de casa e de atividade profissional. “Um senhor da minha igreja, o Zezinho, nos permitiu morarmos em um imóvel dele e pudemos construir nossa casa. Meu filho mais velho, o Luís Fernando, já estava com 14 anos, quando comecei a fazer roupas de cama”, conta.

Foi uma cliente que sugeriu que Angela fizesse uma cortina. Ela pesquisou na internet e há 12 anos não parou mais. Da lojinha que era na sala da casa, passando para um galpão num bairro periférico, hoje, a empresa fica no Centro de Piracicaba. A filha, Ana, 23, é designer de interiores e o marido Laudemiro e o filho Júlio Cesar, 26, são responsáveis pela instalação de tecidos em paredes, cortinas, persianas, lavagens a seco. “Passamos por muitas necessidades. Mas Deus mudou a página da minha vida. Não tenho como agradecer a Deus”, emociona-se.

(Eliana Teixeira)