Emprego na indústria cresce 2,35% em 5 meses

Apesar do número positivo no ano, mês de maio fechou negativo em 150 vagas. (Foto: Claudinho Coradini / JP)

O nível de emprego industrial medido pela Diretoria Regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Piracicaba – região composta por oito municípios – apresentou resultado negativo no mês de maio. Segundo os números da entidade, a variação ficou em -0,26%, o que significou uma queda de aproximadamente 150 postos de trabalho no município.

No acumulado do ano o saldo é de 2,35%, representando um aumento de aproximadamente 1.100 postos de trabalho. Já nos últimos 12 meses, o acumulado negativo em 1,63%, que significa uma queda de aproximadamente 800 postos de trabalho.

De acordo com o gerente regional Homero Scarso, o nível de emprego industrial na diretoria do Ciesp em Piracicaba no mês de maio foi influenciado pelas variações negativas de produtos alimentícios (-2,87%); máquinas e equipamentos (-0,68%) e veículos automotores e autopeças (-0,12%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

“Quando comparados os meses de maio dos anos de 2018 e 2019, temos um cenário pior, pois em maio de 2018 o resultado foi praticamente estável em -0,02%”, acrescentou o diretor titular da entidade, Fábio Vitti.

De acordo com os dirigentes do Ciesp, a expectativa ainda está na aprovação da Reforma da Previdência e a perspectiva é de que o segundo semestre traga as mudanças aguardadas para a economia do país.

O desempenho da regional do Ciesp a manteve em 16º no ranking das outras 35 regionais do Estado, que fecharam o mês de maio com nove com resultado positivo, 25 em negativo e duas neutras.

 

ESTADO
Após quatro meses consecutivos gerando emprego, a indústria paulista encerrou com 6,5 mil vagas de trabalho em maio, variação negativa de -0,31% na série sem ajuste sazonal e de -0,34% feito o ajuste. No acumulado do ano, o saldo está positivo em 14,5 mil postos. As principais influências para o resultado negativo ficaram por conta da sazonalidade dos setores de vestuário e o de couro e calçados que reduziram suas posições com o fim da produção da coleção outono e inverno.

 

Beto Silva
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