Emprego na indústria cresce em setembro

empregos Vitti e Scarso vêem resultado com otimismo. ( Foto: Amanda Vieira/ Arquivo JP)

O saldo de emprego industrial  na região foi 0,29% no mês de  setembro, segundo dados da Di­retoria Regional do Ciesp (Centro  das Indústrias do Estado de São  Paulo) em Piracicaba. Significa
que houve aumento de 150 pos­tos de trabalho nas oito cidades que integram a regional. É o se­gundo melhor mês de setembro  dos últimos oitos anos, ficando  atrás apenas de setembro do ano
passado, quando houve cresci­mento de 0,56% (entre 2011 e  2016, os meses de setembro regis­ traram queda na quantidade de  empregos). O crescimento nos  postos na indústria é importante
indicador econômico porque são  aqueles que, em média, têm me­ lhor remuneração.

O gerente regional do Ciesp, Homero Scarso, ex­plicou que o crescimento foi influenciado pelas variações positivas nos setores de pro­dutos alimentícios (0,98%); de máquinas e equipamen­tos (0,41%), de produtos químicos (0,46%); de veícu­los automotores e de auto­peças (0,12%). O acumulado nos primeiros nove meses de 2018 é de 1,92%, repre­sentando um crescimento  de 900 postos de trabalho.

Há 36 regionais do Ciesp no Estado, das quais apenas 15, apresentaram saldo po­sitivo em setembro (Piraci­caba ficou na 11ª coloca­ção). “Nosso diferencial é ter alguns segmentos indo bem. Isso faz com que o impacto da recessão seja atenuado. Nosso setor exportador, por exemplo, é muito forte. Pira­cicaba está entre as dez maiores exportadoras do País. Também temos um parque automotivo que está expandindo e que atingiu seu primeiro milhão de veí­culos em apenas seis anos.

Temos o setor sucroenergé­tico que também dá sinais positivos.” Na avaliação de Scarso, os números da re­gional de Piracicaba só não são melhores em razão da greve dos caminhoneiros, entre 21 de maio e 1º de ju­nho, e o setor alimentício. O diretor regional do Ciesp Piracicaba, Fábio Vit­ti, diz que a expectativa é de crescimento mais consis­tente na geração de empre­gos industriais nos meses seguintes à definição do próximo presidente. “Os empresários estão em com­ passo de espera por conta das eleições. Com a defini­ção do próximo presidente, esperamos que os investimentos voltem.”

(Rodrigo Guadagnim)