Emprego na indústria tem melhor agosto desde 2010

emprego Para Scarso,índice corrigiu as distorções do ano. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

Apesar da cautela quanto ao futuro do setor, a diretoria regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Piracicaba comemorou o resultado positivo obtido em agosto, sendo o melhor indicador de empregabilidade para o mês, desde 2010. De acordo com levantamento da entidade divulgado ontem à imprensa, agosto ficou positivo em 0,34%, o que representou a criação de 150 novas vagas no setor. “De 2011 até 2017, agosto sempre registrou retração nas contratações e este ano nos surpreendeu com este ótimo indicador. Com um resultado desse, às vésperas de uma eleição presidencial, mostra que o empresário brasileiro segue confiante e está se preparando para o resultado que vier das urnas”, disse Homero Scarso, gerente regional do Ciesp.

Para Scarso, agosto foi o mês que “ajudou a corrigir as distorções que aconteceram no ano”, ao lembrar da Copa do Mundo de futebol e da greve dos caminhoneiros. “Conseguimos neutralizar o efeito das demissões oriundas de empresa do ramo alimentício, que fechou sua filial na cidade e demitiu centenas de pessoas. Essa situação foi um ponto fora da curva o que nos levou a ter os três últimos meses muito ruins”, considerou.

Segundo os dados do Ciesp, entre janeiro e agosto a diretoria está positiva em 1,6% com a criação de 750 novos postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, entre agosto de 2018 ao mesmo mês de 2017, o resultado é negativo em 1,9%, com a perda de 900 vagas. “Desde o começo do ano, diversos setores buscaram alternativas lá fora para fazer girar seus produtos e o resultado disso é o que tem impulsionado o setor no segmento de Máquinas e Equipamentos, voltado à exportação e ao de Veículos e Autopeças, que atendeu a demanda do mercado interno, inclusive com empresa instalada na cidade conquistando a produção do seu primeiro milhão de automóveis”, destacou Scarso.

“Ano passado, no mesmo período, tínhamos um mês negativo com a perda de 200 empregos e um ano com a geração de 2.350 novas vagas. Em comparação com 2016, que foi um ano de crise e muitas demissões, isso foi muito representativo”, disse. Ainda, segundo balanço da entidade, diferente de 2017, quando estava na 18ª colocação entre as 35 diretorias, este ano a regional figura na 9ª colocação.

(Felipe Poleti)