Emprego: Piracicaba fecha 2019 com saldo positivo de vagas, aponta Caged

O mau desempenho do comércio e da construção civil puxaram o saldo de empregos para baixo com a perda de 303 e 192 vagas, respectivamente. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Piracicaba fechou o ano de 2019 com saldo positivo de 347 postos de empregos formais. No entanto, o número é 50% menor que o registrado no ano anterior, quando a cidade contabilizou 698 vagas. Os dados foram divulgados esta semana pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia.

O resultado apontado pelo órgão é a diferença entre as 44.392 admissões e as 44.045 demissões verificadas no período.

O mau desempenho do comércio e da construção civil puxaram o saldo de empregos para baixo com a perda de 303 e 192 vagas, respectivamente. Em 2018, a situação se repetiu e o comércio fechou com 592 vagas negativas e a construção civil com outras 181, também negativas.

Ao comentar os números, o titular da Semtre (Secretaria Municipal de Trabalho e Renda), José Luiz Ribeiro, disse que a expectativa é de que neste 2020, o mercado de trabalho cresça. Segundo ele, a pasta tem buscado criar parcerias para criação de cursos de capacitação e qualificação profissional, voltados para o empreendedorismo. Em 2019, segundo o secretário, foram 2.220 vagas para cursos gratuitos em parcerias com instituições de ensino, empresas no ramo da indústria, da beleza, além do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Fundo Social de Solidariedade, Governo do Estado de São Paulo e Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) e outras instituições.

Em 2020, não vai ser diferente, já abrimos 180 vagas para os cursos de maquiagem, design de sobrancelhas, manicure e pedicure, depilação e guia de turismo”, afirmou.

O secretário apontou que a Semtre trabalha na intermediação da mão de obra e na questão do empreendedorismo, orientando o cidadão que quer abrir seu próprio negócio a se cadastrar no MEI (Microempreendedor Individual), além de colocar o Banco do Povo à disposição do empreendedor. “Como a economia não está aquecida e a tecnologia em alta, o empreendedorismo será o foco da população. Esperamos que a economia volte a crescer e as exportações aumentem”, disse.

Segundo ele, a aposta está na retomada do setor sucroalcooleiro e crescimento na indústria no setor e máquinas, autopeças e as montadoras. Este último setor citado por Ribeiro, fechou o ano com saldo 126 vagas, segundo o Caged.

COMÉRCIO

Para o presidente do Sincomerciários – sindicato que representa os trabalhadores do comércio em Piracicaba – Vitor Roberto Previde, os números do Caged comprovam o que os trabalhadores vivem na prática, ‘a crise econômica enfrentada pelo país reflete de forma negativa e brutal nos trabalhadores’.

Está se concretizando algo que alertamos: lei não gera emprego. A Reforma Trabalhista foi incapaz de gerar os 7 milhões de empregos prometidos e agora a MP 905 precariza ainda mais a atividade do comerciário”, observou.

Previde afirmou que Percebemos que as políticas governamentais adotadas não refletem positivamente no cotidiano dos trabalhadores e embora outros setores da economia já estejam iniciando uma lenta reação, no comércio continuam os altos índices de desempregados ou precarizados. “Para 2020 esperamos que haja uma mudança na política de emprego e a reação econômica gere mais postos de emprego”, afirmou.

Beto Silva

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