Empresário de Piracicaba é preso pela Polícia Civil

foragido Ele era foragido da Operação Alquimia e integrante do PCC. ( Foto: Divulgação)

Uma ação conjunta realizada pela Polícia Civil de Capivari e Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Piracicaba resultou na prisão de um empresário de 38 anos, em um prédio residencial no Centro de Piracicaba, na manhã de sexta-feira (14). Ele era foragido da Operação Alquimia, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) do Ministério Público, em maio de 2018.

A delegada de Capivari, Maria Luísa Dalla Bernardina Rigollin, disse que além do mandado de busca e apreensão cumprido no apartamento do suspeito, outros dois foram cumpridos em outro endereço residencial de Piracicaba e em uma empresa de Capivari, onde o suspeito atuaria como presidente, mas seu nome não constava no cargo, que tinha o nome de “laranja”, segundo a Polícia Civil. Durante a ação policial foram apreendidos R$ 2 milhões em cheques, dinheiro e notas promissórias. O empresário está sendo investigado por lavagem de dinheiro do crime organizado por meio da compra e venda de veículos e imóveis. Ele também seria integrante da alta hierarquia do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que age dentro e fora dos presídios.

A delegada informou que o investigado vai responder por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal, extorsão, entre outros crimes. O empresário seria o último integrante da quadrilha desarticulada durante a Operação Alquimia, que estava foragido. “Ele fazia parte de uma quadrilha de agiotas, que faziam empréstimos com juros muito altos”, afirmou Maria Luísa. “Recebemos as informações sobre a suposta localização do empresário no dia anterior (na quinta-feira) as diligências realizadas”, completou.

MOVIMENTAÇÃO — O grupo teria movimentado mais de R$ 100 milhões em apenas dois anos. Além dos juros abusivos, quando o pagamento dos empréstimos não eram realizados, as cobranças eram realizadas mediante violência, em alguns casos, até mesmo tortura.

O investigado foi conduzido ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Piracicaba, onde ficará à disposição da Justiça. Os documentos apreendidos serão periciados pelos agentes do IC (Instituto de Criminalística).

(Cristiani Azanha)