Empresários reclamam de descaso com lagoa do Unileste

Além da quantidade de plantas aquáticas, eles reclamam do mau cheiro e da proliferação de mosquitos. (foto: Amanda Vieira/JP)

A presença de aguapés em quase toda a extensão da lagoa existente no Distrito Industrial do Unileste não é um problema recente. Há anos os empresários instalados no núcleo industrial têm pedido providências à Prefeitura de Piracicaba, sem sucesso. Devido ao descaso citado pelos proprietários de empresas, os que decidiram reclamar para a reportagem pediram para não ser identificados.

“A gente depende da prefeitura para algumas coisas e, se reclamarmos, eles podem não gostar e aí podemos ser prejudicados”, argumentou um empresário.
Ele contou que já ligou na prefeitura reclamando da situação do corpo d’ água, mas nunca houve mudança no cenário. Alem da quantidade das plantas aquáticas, ele se queixa da proliferação de mosquitos e pernilongos nas águas. “Sem contar o mau cheiro que já começa a sair dessas plantas”, afirmou.

“A prefeitura pede para tomarmos cuidado com o mosquito da dengue, da chikugunya e da zika e a gente convive com essa água parada aqui o tempo todo”, afirmou.
Para ele, a situação é considerada um desleixo por parte da administração municipal.

Segundo outro empresário, que também pediu anonimato, não há comprovação de emissão de esgoto na lagoa, porém, segundo ele, quando chove, não há escoamento suficientes das águas pluviais da avenida Professor Benedito de Andrade e quando há entupimento na tubulação, as águas da chuva acabam sendo despejadas na lagoa.

Para ele, isso pode contribuir para a poluição e a proliferação dos aguapés. Os empresários reclamam que a prefeitura permite que as plantas tomem toda a superfície da lagoa, o que certamente torna a retirada de todas mais difícil. Eles sugerem limpezas constantes a fim de evitar o aumento. “Se fizessem a retirada com intervalo de menos tempo, evitaria essa quantidade que está agora”, afirmou um dos empresários.

A sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) foi procurada ontem mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.

 

Beto Silva
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