Encontro de lutas promove diversão e aprendizado no Sesc

Diogo Silva atendeu alunos do Instituto Passe de Mágica. (Foto: Divulgação)

A semana que passou foi especial para as crianças e adolescentes que frequentam os núcleos instalados pelo Instituto Passe de Mágica no Tiro de Guerra e no bairro Vila Sônia, em Piracicaba. Com aulas de jiu-jitsu, taekwondo e wrestling, os educandos participaram do Encontro de Lutas, promovido pelo Sesc Piracicaba. As atividades ocorreram na última quinta (28) e sexta-feira (29), com as presenças dos atletas Mayara Amalia Graciano (wrestling), Diogo Silva (taekwondo) e Diogo Almeida (jiu-jitsu).

Além da prática, o discurso foi sobre os benefícios que o esporte pode trazer para nossas vidas, ainda que você não seja um atleta. A mensagem foi sobre o poder transformador do esporte e é nisso que o Instituto Passe de Mágica acredita”, destacou a supervisora Paula Asbahr.

Na quinta-feira, o Tiro de Guerra foi o palco para uma demonstração de wrestling de Mayara Amalia Graciano, que faz parte do Me Empodera, projeto trata sobre o empoderamento através do esporte. “A ideia foi mostrar uma modalidade diferente e eles se divertiram muito!”, contou a atleta, oito vezes campeã brasileira, tri sul-americana, bronze no Pan e suplente nos Jogos Olímpicos de 2016, na luta olímpica.

No dia seguinte, o Ginásio Poliesportivo Roberto Filetti, no Vila Sônia, recebeu atividades de jiu-jitsu com o mestre Diogo Almeida, campeão brasileiro, europeu e mundial da modalidade, e taekwondo com Diogo Silva, referência na arte marcial coreana e que tem no currículo mais de 100 medalhas conquistadas, entre elas a de ouro nos Jogos Pan-Americanos em 2007, no Rio de Janeiro. “Eu me vejo neles (educandos). Não tive a oportunidade de conhecer um atleta olímpico, por exemplo. É impactante isso, o contato aproxima sonho. O objetivo é mostrar que eles podem ser o que eles quiserem”, afirmou.

Nossa proposta foi pensada para que eles tivessem o primeiro contato com a arte marcial. Muitas crianças não aprendem esportes como o taekwondo na infância, o que é o ideal para tentar mudar a cultura esportiva no Brasil. O esporte é uma profissão e gera muitas outras profissões no seu entorno. A ideia aqui em Piracicaba era trazer uma vivência prazerosa e divertida, e também quebrar o tabu de que a luta pode machucar, de que meninas não podem praticar. A experiência rompe com isso”, finalizou Silva.

Da Redação