Encontro traça metas para implantar botão do pânico

polícia “Equipamento é eficaz e traz resultados”,diz Tuckumantel. ( Amanda Vieira /JP)

Piracicaba e Americana são as próximas seccionais que reunião esforços para efetivar o uso do botão do pânico para atender mulheres vítimas de violência doméstica. A informação foi dada ontem pelo diretor do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), Antonio Luís Tuckumantel. O custo anual do equipamento, que foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva é de R$ 165.451,20.

“O botão do pânico tem apresentado em bons resultados, pois constatamos que tem colaborado para ajudar a diminuir os casos de violência doméstica. O próximo passo será fazer uma reunião com o Poder Judiciário para unir esforços, bem como o apoio do prefeito Barjas Negri (PSDB)”, disse Tuckumantel.

A idealizadora do projeto, a vereadora de Limeira, Érica Tank (PR), afirmou que o botão do pânico é um equipamento pequeno que pode ser colocado em um colar ou ser mantido próximo ao corpo da vítima. “A partir do momento em que é acionado, o equipamento passa a gravar sons que já são aceitos pelo Judiciário como prova”, comentou a parlamentar.

Em Limeira, o projeto está em operação desde 2015 e, atualmente, conta com 50 equipamentos licitados. No entanto, a informação sobre quantos aparelhos estão em uso é mantida em sigilo para preservar a identidade e manter a segurança da vítima.

“Para conseguir o botão do pânico, a mulher primeiramente deverá solicitar a medida protetiva. Será o próprio Judiciário quem decidirá se concede tanto a medida protetiva como o equipamento. Após essa autorização, a mulher também passará por acompanhamento de assistente social e psicólogos, além de treinamento para o uso”, informou a assistente social Ana Maria Leme da Silva Sampaio, da Drads (Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social).

Desde maio de 2017, Piracicaba passou a contar com a Patrulha Maria da Penha, por intermédio da Guarda Civil. Desde a implantação já foram contabilizados 9.300 rondas e 460 medidas protetivas estão atividade no município. “Desde o ano passado realizamos estudos, inclusive com aplicativos com custo reduzido”, disse a comandante da Guarda Civil, Lucineide Aparecida Maciel Corrêa.

A secretária da Semdes (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social), Eliete Nunes, disse que a proposta é excelente, mas hoje o custo ainda é alto para a cidade.

 

(Crisitiani Azanha)