Enfim, contagem regressiva: euforia ou luto? Qual polaridade será a sua?

Ana Carolina Carvalho Pascoalete

A intolerância de qualquer espécie fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Devemos, como um ato de cidadania, combater toda forma de preconceito para que no futuro torne-se possível uma sociedade igualitária.

Ainda existe intolerância ao redor de todo o mundo, mas nesse momento especifico de extrema polaridade política, o Brasil merece destaque devido esse sentimento invadir a população sem princípios éticos. Nosso país, que abrange diversas crenças, raças, etnias e mantém relações preconceituosas dentre os grupos pertencentes ao seu vinculo de escolha ou influência, na caminhada pela evolução, talvez esteja momentaneamente tropeçando na intolerância que prejudica toda a sociedade por promover um atraso no seu desenvolvimento, a medida em que os sujeitos de direitos são humilhados e excluídos.

Momento muito delicado, onde os lideres políticos estimulam mais intolerância com propagandas eleitorais, por intermédio das mídias que promovem vergonha, descaracterização e humilhação ao concorrente, tentando ocultar seus envolvimentos em atos imorais mais que escancarados ao olhar do povo sofrido e cansado que, sem saída, como um ato de desespero, necessitam opinar em busca de um salvador que promova a garantia da não falência da economia de um país, salvando o povo da “morte por afogamento”.

Nossa sociedade assume descaradamente dificuldade em lidar com a tolerância das causas diferentes do considerado comum. O novo ao menos para alguns vem sendo tratado com desprezo e mal-estar. Desta maneira, a população sem exemplos a seguir, caminha confortavelmente pensando e agindo com desrespeito e impunidade com o que é diferente.

Refiro-me a um preconceito que não se restringe aos homossexuais, usuários de drogas, mulheres, nordestinos, negros, mas na maioria das circunstâncias, nem mesmo a liberdade de expressão é respeitada. O tratamento ao se referir a alguns grupos é tão degradante que parece um retrocesso à época que o Brasil ainda era colônia. Só posso me referir a “isso” como vergonha, porque o combate à intolerância está na educação, naqueles investimentos que foram cortados por nossos governantes e investidos em suas próprias causas sem benefício à população.

É comum neste momento observar as pessoas gritando, sedentas para manter e defender a democracia, mas de que democracia estão falando se os indivíduos não podem compartilhar suas preferências políticas por medo de sofrerem perseguição, retaliações.

Essa é a eleição em que um novo presidente será eleito em um regime aparentemente democrático, porém regido pela mentira, o embuste, a corrupção e toda uma série de ameaças que fomentam uma força predominante de intolerância, não importando para o povo que seus representantes sejam eleitos democraticamente, porque os aceitam forçadamente como responsáveis por suas defesas, escolhas mal-feitas, até enquanto conseguirem garanti-la, e evitar a perda da legitimidade, e fracassar com suas promessas. Quem sabe assim, Deus – também chamado de El Elah, Jehovah, Shadday, Alá, Olódùmàrè, Mawu, Jah, Javé, Oxalá – conceberá um milagre de sobrevivência ao povo sofrido, e intolerante que precisará tolerar e uma sociedade com episódios bipolar.

Basta apenas escolher: em que polo você estará?!