Entrar para o universo Agro é ter a certeza de emprego garantido

O agronegócio é responsável por cerca de 23,5% do PIB brasileiro, segundo dados CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), tendo exportado cerca de US$ 100 bilhões no ano de 2018. Tanto poder econômico reflete na capacidade de empregabilidade do setor, que engloba quase um terço dos trabalhos formais no país.

Para quem busca uma formação ou caminho a seguir dentro da área, a Arraso + traz o parecer de um especialista que direciona os caminhos mais promissores dentro do agronegócio moderno.

Pedro Valentim Marques, professor do departamento de economia e administração da Esalq/Usp, assegura que para quem busca formação voltada ao agronegócio, atualmente, sai do curso com emprego garantido. “O agronegócio é um mercado muito amplo, responsável por um terço da economia brasileira, portanto o aluno que busca formação nessa área sai do curso com emprego garantido”, declara. “Os custos de maquinário são altos, com máquinas agrárias chegando a custar um milhão de reais, portanto são necessárias pessoas preparadas para usá-los”.

Engana-se quem pensa que o agronegócio paga pouco, sendo apenas ligado ao trabalho pesado e braçal, que apesar de importantíssimo para a geração de lucros no negócio, é geralmente pouco valorizado. Funções bem remuneradas são existentes no setor, como a de coordenador técnico, por exemplo, que é um funcionário ligado aos trabalhadores do campo e que tem a função de coordená-los, além de gerir aspectos da produção e diminuir riscos de percurso e trabalho. Para exercer essa função é necessário espírito de liderança e boa capacidade de comunicação e articulação. O salário médio da categoria no Brasil é de nove mil reais.

Apesar da necessidade do mercado, nem só de formações específicas vive o agronegócio, já que grande parte das contratações do setor está ligadas às áreas de finanças e vendas. “A empresa do agronegócio difere pouquíssimo das empresas tradicionais, portanto existem cargos para RH, economistas e administradores”, explica Marques. “Algumas universidades, como a Esalq, oferecem cursos nessas áreas com matérias voltadas ao agronegócio, o que garantem um conhecimento específico necessário para a área. Especializações para quem já é formado também são oferecidas”.

Um dos cargos requisitados é o de controller, o profissional que realiza a organização e controle de planos financeiros da empresa. Para entrar na área, que oferece salários em torno dos R$ 14 mil mensais, o candidato deve ter formação em contabilidade experiência em administração, com capacidade de analisar as possibilidades financeiras e acompanhar as projeções do mercado.

 

ESTUDO E FORMAÇÃO

Como possibilidade de formação da área, o interessado possui ampla escolha. O curso de engenharia agronômica é um dos mais tradicionais, por intermédio do qual o graduando aprenderá a combinar conhecimentos de física, química e biologia para aplicá-los aos processos básicos de produção agrícola, o que garante sucesso por meio de amplo conhecimento sobre o solo, clima, culturas e rebanhos.

Outra opção, mais moderna, porém com campo de atuação amplo é a do curso de engenharia de biossistemas, que chegou ao Brasil em 2009. O formado na área é capacitado para operar com a programação de softwares, sensores remotos, controles de processos e equipamentos de agricultura de precisão, podendo atuar em empresas de energia, produções agrícolas e até mesmo usinas canavieiras.

 

Mariana Requena
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