Érica Gorga disputa vaga de deputada federal pelo Novo

disputa Candidata defende modernização das leis brasileiras. (Amanda Vieira /JP)

A advogada e candidata a deputada federal Érica Gorga defende a presença da mulher piracicabana em Brasília. Formada em Direito, ela foi professora na FGV (Fundação Getúlio Vargas) durante dez anos e atuou como pesquisadora de legislação nos Estados Unidos durante outros cinco. Autora de artigos publicados na grande imprensa, Érica também atuou como perita nas ações cíveis dos desdobramentos da ação da Lava-jato na Corte de Nova Iorque.

Ao comparar a legislação americana, de países europeus e do Japão com as leis brasileiras, ela constatou a necessidade urgente de modernização, principalmente no que se refere à legislação empresarial e do mercado de capitais. “A lei está defasada, o que impacta o desenvolvimento do país e a disponibilidade de crédito em toda a cadeia produtiva”, destacou. .Diante desta constatação, ela decidiu aceitar o convite e indicação de amigos para se filiar ao partido Novo e tentar uma cadeira na Câmara Federal.

De acordo com a advogada, a lei que rege o sistema financeiro e mercado de capitais no Brasil é de 1976 e teve uma atualização em 2001 por conta – apenas – da privatização de grandes companhias. “ Houve apenas essa reforma na lei e foi para pior”, frisou. Segundo ela, os fundos de pensão são mal geridos, devido às brechas que permitem as fraudes e corrupção como apontado pela Operação Greenfield que revelou o desvio dos fundos de aposentadoria dos carteiros (Postalis), dos bancários (Funcef), petroleiros (Petros) entre outros.

“Brechas e lacunas nas leis complementares que acabam permitindo operações temerárias e repasses de prejuízos advindos de fraudes e corrupção para os trabalhadores por meio de aportes extras e descontos na folha de pagamento”, explicou.

MULHER NA POLÍTICA — Érica faz aniversário em 1º de agosto, no mesmo dia de sua cidade natal. A piracicabana defende a presença da mulher na política e aponta falhas na postura de grande parte dos deputados federais que não cumprem o papel de fiscalizar o Governo Federal. “O Congresso não tem técnicos ou se tem é uma exceção, o Governo Federal não tem limites porque o Congresso não sabe o que fazer e não há legislação que aponte para o que ele deve fazer”, criticou.

Érica disse que optou pelo Novo pela ausência de histórias do partido ligado à corrupção. “O partido tem uma página em branco a ser escrita ainda, com ética e transparência”, afirmou. “Sem passado, sem corrupção e não está ligado à velha política do toma lá dá cá”, acrescentou.

O Novo sai com chapa puro sangue com João Amoêdo candidato à Presidência da República e Rogério Chequer ao Governo do Estado de São Paulo, mais cargos para o Legislativo. “ Eu venho acompanhando o partido há um ano e vejo uma preocupação clara com a transparência e a ética”, afirmou. Érica disse que tem verificado nos discursos dos candidatos a deputado federal temas recorrente como geração de empregos, no entanto, o postulante não aponta como isso será possível.

(Beto Silva)

 

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