Escritor Ale Santos abre a programação do projeto

Alê Santos faz palestra nesta sexta-feira, no Sesc Piracicaba. (foto: Divulgação)

Ale Santos se define como autor de sci-fi e fantasia afroamericana e negro drama do storytelling. Ele se tornou conhecido nas redes sociais como o cronista dos negros no Twitter. Esse reconhecimento começou quando resolveu contar histórias negras no microblog. Sua conta @Savagefiction possui hoje mais de 84 mil seguidores. No Sesc Piracicaba ele abre a programação do Negras Inspirações, projeto da unidade que integra o institucional Do 13 ao 20: (Re) Existência do Povo Negro. A palestra acontece amanhã (12), às 20h, no Teatro da unidade. A entrada é gratuita.

O projeto Negras Inspirações visa resgatar, por meio de palestras, cursos e espetáculos, a pluralidade das identidades negras, jogando luz sobre as figuras do passado e reforçando o protagonismo daqueles que fazem a diferença no presente. A abertura de Ale Santos se propõe exatamente a isso. O escritor conversará com o público sobre a invisibilidade dos personagens negros na historiografia tradicional e como podemos recontar essas histórias.

Nosso povo foi silenciado por séculos, toda a intelectualidade negra não pôde florescer no cativeiro e décadas depois, mas agora, graças aos primeiros homens e mulheres que estavam lutando no pós-abolição e também durante a ditadura, podemos olhar para o passado e destruir os estereótipos nocivos que a colonização e a escravidão deixaram. Estamos vivendo um momento único na história afro-brasileira, os esforços para destacar o ponto de vista do negro na sociedade estão se intensificando e se tornando cada vez mais plurais”, destacou Ale Santos.

Quando a lei que proibiu a escravidão em todo o Brasil foi finalmente assinada, boa parte dos escravizados já estava livre. A história sempre é contada por um único lado. Zumbi dos Palmares foi praticamente o único protagonista negro a ter algum reconhecimento – tardio – nesta história, mas muitos outros o precederam. Foi por meio da (re)descoberta dessas e outras histórias, contadas na linguagem leve e direta do Twitter, que Ale se tornou nome influente da luta antirracista no país. O escritor já escreveu para a Super Interessante, Vice! e The Intercept Brasil.

Da Redação