Espelho, espelho meu!

Peça promove amplitude e atua como sofisticado objeto decorativo em diversos ambientes. foto: Divulgação

Os espelhos são conhecidos por ampliar os espaços pequenos e podem contribuir para trazer mais luminosidade ao local. Se bem colocado, os espelhos completam a decoração com sofisticação e impacto positivo.

A arquiteta Cris Paola explica que a elegância para os cômodos pode ser conquistada sem exageros. “É bastante válido observar alguns detalhes para que seu uso não seja exagerado, causando um efeito negativo”, destaca.

Nada de apenas nos banheiros e closets. Os espelhos conquistam outros espaços pelo lar, chegando a sala de estar e também de jantar. “Nesse sentido, minha sugestão é instalar na parede que esteja no fundo do ambiente, pois assim o espelho refletirá por todo o espaço, causando a amplitude esperada”, indica a arquiteta. Para acertar o ponto, instale o espelho em locais com grande incidência de luz solar. “O resultado é uma aparência bastante natural”, explica.

Mas cuidado para não exagerar no tamanho ou ornamentação do objeto decorativo. As molduras devem ter o cuidado de corresponder com a decoração em geral. “Nos projetos que realizo, sempre analiso qual modelo é mais adequado para o ambiente levando em consideração não só o estilo decorativo, como também o tamanho certo. Esses detalhes fazem diferença”, complementa a profissional. “O espelho deve sempre ser usado a nosso favor”.

Quando posicioná-lo, também tome cuidado para que o espelho não roube as atenções. Cris não indica a fixação da peça atrás da TV ou em frente a uma mesa de trabalho. Perto de luminárias, os reflexos também podem causar desconforto.

Para prolongar a vida útil do objeto, alguns detalhes devem ser observados, principalmente durante a limpeza. Nunca o instale em paredes que tenham tendência ao acúmulo de umidade e use produtos específicos para sua higienização. Elimine a poeira presente no vidro e nunca espirre o líquido diretamente nele, mas sim em um pano. Esfregue suavemente e nunca jogue água diretamente no espelho. Em casas com crianças, cuidado com a possibilidade de quebra.

CURIOSIDADE

Usamos o espelho todos os dias ao nos arrumar para o trabalho ou qualquer outra atividade. O objeto é usado até em fotos e selfies para as redes sociais. A facilidade do reflexo é tão comum que acabamos nem considerando que, um dia, o espelho não existiu.

Foi no século 19, mais precisamente em 1835, na Alemanha, que o químico Justus von Liebig desenvolveu um método para aplicar uma fina camada de prata metálica sobre o vidro, dando origem aos espelhos modernos que conhecemos hoje. Antes disso, os antigos povos tinham que ‘se virar’ para conferir sua aparência.

Na antiga Turquia, os moradores criavam espécies de espelhos por meio do polimento de chapas obsidianas, o “vidro vulcânico”. Já na Mesopotâmia e no Egito, entre os anos 4.000 e 3.000 a.C. , os povos usavam o cobre lustrado, enquanto mil anos depois, na América, os nativos poliam pedras para usá-las como espelho. Hoje, é preciso agradecer pela facilidade em ver nossos reflexos no século 21.

 

Mariana Requena
[email protected]