Espera do payroll e incerteza com tarifas dos EUA limitam queda do dólar

O dólar mostra viés de baixa no mercado doméstico nesta sexta-feira, 9, após oscilar entre margens estreitas mais cedo, em meio à queda predominante do dólar ante outras divisas ligadas a commodities no exterior. Há um compasso de espera pelo relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, que será divulgado às 10h30, diz o gerente de mesa de derivativos de uma gestora de recursos. Segundo ele, essa espera limita os ajustes.

Atenção será dada ainda ao discurso (14h45, de Brasília) do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans (não vota), sobre as condições econômicas e política monetária em um evento em Nova York, diz a fonte. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro subiu 0,32%, pouco acima da mediana das projeções do mercado (alta de 0,31%) fica em segundo plano, afirma.

O mesmo gerente afirma que a espera pelo payroll limita os ajustes assim como a preocupação com as sobretaxas dos EUA contêm uma queda maior da moeda americana. Para ele, o viés de baixa apóia-se na perspectiva do encontro previsto para maio entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e no aumento da inflação ao consumidor da China acima do previsto no mês passado. “O dado chinês corrobora uma perspectiva positiva para o crescimento do país e das suas importações, beneficiando as moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil”, afirma.

O CPI chinês avançou 2,9% na comparação anual de fevereiro, acima da expectativa +2,5%.

Além disso, está sendo digerida a intenção do BC chinês de reduzir o uso de apoio monetário massivo para estimular o crescimento econômico. “As economias centrais mostram que deixar a política de dinheiro barato é positiva. Sendo assim, a China pode reduzir sua dependência da oferta monetária para dar um impulso ao crescimento”, afirmou Zhou, em coletiva de imprensa durante o Congresso Nacional do Povo da China.

Às 9h44, o dólar à vista estava estável, aos R$ 3,2620, após mínima aos R$ 3,2585 (-0,10%) e máxima em R$ 3,2640 (+0,06%). O dólar para abril caía 0,21%, aos R$ 3,2680.