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Meia Maratona Arraso reúne histórias de superação
Fabio Pesaresi e Sabrina Franzol
15/12/2015 15h01
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Eles não se abalaram ante as dificuldades impostas pela vida e, no último domingo (13/12), durante a 2ª edição da Meia Maratona Arraso Esalq Fashion Run, realizada pelo Jornal de Piracicaba, Revista Arraso e Chelso Sports & Business, mostraram que o esporte é aliado primordial para vencer barreiras que, em princípio, parecem invencíveis.

São histórias de superação, proporcionadas pela prática esportiva, regadas de coragem e ousadia.

Diagnosticada em agosto deste ano com câncer no quadril, a funcionária pública Valéria Perecin, 47, mais conhecida como Sol, ainda está em fase de tratamento da doença e não se intimidou em participar da Meia Maratona — véspera do início da quarta sessão de quimioterapia —, correndo 10 quilômetros.

“Essa prova foi bem especial, porque estou mais debilitada em relação a minha última corrida, percebo que fiquei mais ofegante, mas não parei. Já vi muitas histórias como a minha e sei que muitas pessoas estão pior, mas a corrida me proporciona saúde”, falou, acrescentando que sempre teve apoio das filhas.

Valéria disse que recebeu orientações médicas para parar de correr durante o período de tratamento, por conta da baixa imunidade que a quimioterapia provoca, entretanto, falou que esse pedido é difícil de ser atendido.

“Hoje, para mim, correr significativa estar viva”, afirmou ela, que treina quatro vezes por semana, além de ter cuidados com a alimentação.

Quem também não se vê mais longe das corridas de rua é o publicitário piracicabano Rafael Seixas Fabretti, 29, integrante da equipe Team Arbex.

Cansado da vida sedentária e dos 143 quilos que lhe impunham pressão alta, falta de ar, entre outros problemas, decidiu dar um basta e mudar de vida.

Desde o ano passado, mudou hábito alimentares, com a ajuda da nutricionista Marta Rochelle, e apostou na corrida de rua para perder peso.

Até o momento já eliminou 38 quilos e, com o propósito de incentivar mais pessoas a praticarem esportes, levou nas costas, durante a Meia Maratona, uma foto em tamanho próximo de como era antes de reduzir medidas.

“Com 143 quilos, eu não conseguia fazer mais nada. Não fazia nenhum tipo de atividade física e como eu e minha namorada não gostávamos de academia, começamos a correr na rua. Resolvi correr com esta foto nas costas para simbolizar que essa vida ficou para trás e que agora tenho uma nova vida”, disse.

A primeira corrida de rua que Fabretti conseguiu completar foi de cinco quilômetros, no ano passado.

Ele tinha como meta correr os 15 quilômetros da famosa São Silvestre, a ser realizada no último dia de 2015, entretanto, se aventurou e se superou ao fazer o percurso de 21 quilômetros da Meia Maratona Arraso.

“Correr significa saúde. Com a corrida fiz novas amizades, que estão o tempo todo me incentivando, junto da minha família”, falou.

Namorada de Fabretti, a pediatra Cristiane Chenu, 29, antes de começar a correr pesava 85 quilos.

Hoje, está com 62 e os benefícios não cessam.

“Minha autoestima aumentou, tudo melhorou. Tenho mais ânimo para trabalhar. Não quero parar e agora tenho como objetivo fazer uma maratona”, contou.

Ser deficiente visual não é motivo para Graziela Tozin não praticar esportes.

Influenciadas por amigos da Academia Loft, a atleta começou a praticar a corrida na esteira da academia até adquirir confiança para correr na rua.

Para isso, Graziela conta com apoio de seu marido, Dani Alexandre Tozin, que corre ao lado de Graziela como guia.

“Fui incentivado pelo meus colegas da academia Loft. Eu me sentia um pouco insegura na rua, pois não enxergo. Eu comecei a correr na esteira e meus amigos me mostraram que era possível correr na rua também. Ai eu puxei meu esposo para participar comigo e estamos gostando de praticar esse esporte”, disse Ter o apoio de outra pessoa em um esporte individual, é visto como benéfico para o casal.

“Eu sou um pouco preguiçosa para praticar esportes, mas ele sempre vai me apoiando. O esporte deixa a gente mais próximo um do outro, é mais uma atividade que conseguimos realizar juntos. Além disso, nossa vida tem melhorado muito."

Após adquirir confiança e gostar da modalidade, Graziela já pensa em participar de outras competições.

“Comecei mais para melhorar minha saúde e depois pela diversão, mas quem sabe um dia eu vire uma atleta profissional”, completou.

 
 
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