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'Maior problema de confederação é não ser transparente', diz presidente da CBB
Agencia Estado
18/05/2017 10h29
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A gestão do presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Guy Peixoto, espera para esta quinta-feira uma importante confirmação. A entidade está próxima de obter a Certidão Negativa de Débito (CND) da Receita Federal e, com esse documento, poderá pleitear o repasse do Comitê Olímpico do Brasil (COB) - R$ 4 milhões anuais - e outros R$ 5 milhões em verbas provenientes dos projetos de incentivo ao esporte. A possibilidade de liberação do dinheiro após exatos 68 dias de trabalho árduo arranca um sorriso do rosto do dirigente, que concedeu entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S.Paulo em um hotel localizado na zona sul de São Paulo. Desde que assumiu uma entidade suspensa pela Fiba e sem receita, Guy Peixoto tirou dinheiro do bolso para contornar o cenário de terra arrasada. Ex-jogador e empresário bem-sucedido, ele aceitou o desafio após ouvir pedidos de ex-atletas como Wlamir Marques, Amaury Pasos, Marquinhos Abdala e Hélio Rubens. Ele quer deixar tudo em ordem nos quatro anos de mandato e, diferentemente dos antecessores, promete não concorrer à reeleição. "Vou me doar para contribuir com o basquete". O que encontrou na CBB? Uma terra arrasada. O meu sentimento foi de indignação. O sangue subiu, mas depois respirei porque precisamos tomar decisões de forma tranquila. A decisão de contratar uma empresa internacional para realizar uma auditoria foi correta. A gente precisa esclarecer o que aconteceu nos últimos oito anos. Eles estão indo nos detalhes, avaliando todos os contratos. Já foram 30 dias e eles me pediram mais 60. Você vê má gestão ou má-fé? Entendo como má administração. É uma conta fácil. Você não pode gastar mais do que recebe. Boa parte da verba da confederação é carimbada. Você recebe dinheiro para usar na preparação para o Mundial e está claro que foi dado outro fim ao dinheiro. Qual o valor da dívida? É de R$ 10 milhões. O que acontece é que existem ações cíveis e trabalhistas e, quando você soma essas pedidas, cresce bastante. Mas só será dívida quando for executado. São processos que assustam? Os salários eram altos, mas não eram muitos funcionários. Não me assusta, até porque, na questão trabalhista, está claro o que precisa ser pago. Surpreende o (Rubén) Magnano, que era muito bem remunerado. O que ele reclama são mordomias extras que recebia da confederação. Algo que nunca foi transparente. O principal problema de uma confederação é não ser transparente. Isso precisa acabar. Sem receita, o jeito foi colocar dinheiro do bolso? É muito difícil tocar uma empresa com os salários atrasados. Você precisa ter funcionários motivados. A solução foi eu arcar com algumas despesas. Eram três meses de salários atrasados, vale-transporte, vale-refeição, luz. Isso teve de ser feito para a CBB não ser fechada. Mas é empréstimo ou doação? Se em algum momento, e eu acredito nisso, a CBB tiver condições de restituir, nada mais justo. Mas, caso não aconteça, será uma doação minha para o basquete brasileiro. Você também não terá salário? Não é só o salário. Nenhuma despesa, seja para viagens ou qualquer outra coisa, será paga pela CBB. Nem o meu cafezinho será pago pela CBB. Em que pé está a questão da suspensão da Fiba? Eles foram muito solícitos na última reunião. Tivemos oportunidade de apresentar o que estamos fazendo: os propensos patrocinadores da CBB, com cartas assinadas. Eles prorrogaram uma decisão em mais 30 dias (até 21 de junho) e tenho certeza que eles vão liberar o Brasil. Vão mandar um emissário para acompanhar de perto o trabalho na próxima semana e isso é um bom sinal. Definiu os treinadores? Convoquei o Amaury e o Wlamir para me ajudar. Conversei também com o Hélio Rubens. Primeiro preciso saber o quanto vou dispor para contratar. A maioria das pessoas que estão comigo concorda com um técnico brasileiro. Temos vários técnicos que estão demonstrando capacidade e gosto de trabalhar com meritocracia. O futuro passa pelo trabalho de base? É o foco e foi o que não aconteceu nos últimos anos. Temos um projeto em andamento para dar entrada no Ministério do Esporte. Esse projeto é para aportar as federações. Claro que de todo o dinheiro enviado será cobrado transparência. Será igual uma empresa com 27 filiais. Quem faz basquete de base são as federações. Esse é o nosso objetivo, já pensando nos Jogos Olímpicos de 2024.
 
 
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