Estado decreta luto de três dias diante do massacre da escola estadual de Suzano

Tragédia-escola em Suzano Massacre aconteceu em escola estadual nessa quarta-feira (Crédito: Rovena Rosa/Agência-Brasil)

Tiroteios em locais públicos resultantes em massacres, principalmente em escolas, tão recorrentes nos Estados Unidos, têm se repetido na história atual do Brasil. A manhã desta quarta-feira (13), teve a cor do sangue dos 11 feridos e mortos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano na Grande São Paulo. Foram mortos cinco alunos, dois funcionários, o dono de uma locadora próxima à instituição de ensino e os dois homens que efetuaram os disparos, que se suicidaram.

Diante da tragédia, o governador João Doria (PSDB) decretou luto oficial de três dias no Estado de São Paulo. O massacre chocou o País e muitos internautas, nas redes sociais, questionaram, criticaram o sistema de segurança das escolas, bem como a cultura do armamento em voga no Brasil.

O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, em nota oficial ressaltou: “Estamos absolutamente chocados com o assassinato brutal de cinco adolescentes e duas funcionárias da Escola Estadual Professor Raul Brasil. Um comerciante também foi vítima fatal e estudantes feridos. Em um ato de violência sem explicação, dois homens encapuzados invadiram a escola nesta manhã e atiraram, ceifando vidas inocentes e indefesas”.

Segundo o Governo, famílias das vítimas, por meio do Cravi (Centro de Referência e Apoio à Vítima), órgão da Secretaria de Estado da Justiça de São Paulo, estão recebendo atendimento psicológico. Rossieli Soares disse que o massacre foi um atentado à educação brasileira e a todos os cidadãos, que diariamente, no interior de cada escola, trabalham por um Brasil desenvolvido.

REDE

A rede de São Paulo tem 240 mil professores e servidores que recebem 3,5 milhões de alunos nas 5,4 mil escolas em todo o Estado. A nota do secretário de Educação destaca que o Governo trabalha para que este caso seja esclarecido e as famílias e comunidade escolar sejam acolhidas.

A deputada estadual Maria Izabel Azevedo Noronha (PT) e presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) ressaltou que os acontecimentos expõem as condições de insegurança das escolas, afetadas pela redução do número de funcionários e terceirização que vem ocorrendo ao longo do tempo, além da ausência de uma política de prevenção da violência, que deve envolver toda a comunidade. “Uma tragédia sem precedentes. Coisa que nos acostumamos a ver no noticiário envolvendo escolas americanas e que agora ceifa vidas no Brasil”, destacou em nota oficial.

(Eliana Teixeira)