Estados Unidos e Holanda fazem a grande final

Foto: Divulgação/FIFA

Estados Unidos e Holanda se enfrentam amanhã, às 12h, no Parc Olympique Lyonnais, em Décines-Charpieu, na região metropolitana de Lyon, pela decisão da Copa do Mundo de Futebol Feminino. As duas equipes chegam na final com 100% de aproveitamento, algo que não acontecia desde a final de 1999. As americanas venceram a Tailândia, Chile, Suécia, Espanha, França e Inglaterra para chegar a sua quinta final, sendo a terceira seguida. As holandesas derrotaram a Nova Zelândia, Camarões, Canadá, Japão, Itália e Suécia para chegar em sua primeira decisão no Mundial Feminino.

Um dos principais trunfos da equipe americana para conquistar o tetracampeonato é a força ofensiva, já que é o melhor ataque da Copa, com 24 gols marcados, média de quatro gols por partida. Outro dado interessado é em razão do intenso começo de jogo da equipe, já que em todas as partidas nesta Copa, Os EUA marcaram pelo menos um gol antes dos 15 minutos do primeiro tempo, sendo que o primeiro gol mais tardio da equipe saiu aos 12 minutos na partida diante da Tailândia. O alto número de gols pode ser visto na artilharia, já que Alex Morgan (uma das artilheiras com seis gols) e Megan Rapinoe (cinco) disputam a chuteira de ouro do Mundial.

Após a aposentadoria da consagrada goleira Hope Solo da seleção, o posto ficou com Alyssa Naeher, que brilhou na semifinal ao defender um pênalti da Inglaterra e ganhar elogios da técnica Jill Ellis e da experiente Alex Morgan. “Disse para ela depois do jogo que ela foi brilhante naquela noite. Dei para ela todos os créditos. Ela é uma tremenda pessoa, deixando a própria marca e criando seu próprio legado e isso é fantástico”, disse Ellis. “Ela salvou a nossa pele naquela noite”, completou Morgan.

Mesmo não tendo a tradição de equipes como Alemanha, Suécia e Noruega, as holandesas têm surpreendendo o mundo futebol feminino desde 2017, quando conquistou a Eurocopa Feminina após seis títulos seguidos das alemãs, e chegou pela primeira vez na decisão da Copa. O sexteto ofensivo da Holanda é tido como um dos mais fortes da competição, com estrelas como Daniëlle van de Donk, Sherida Spitse, Shanice van de Sanden, Vivianne Miedema, Lieke Martens e Jackie Groenen, esta última, a autora do gol que colocou as holandesas na final.

Logo após a partida, Groenen colocou toda o foco para a final contra as americanas. “Claro que assistimos ao jogo dos Estados Unidos contra a Inglaterra. Elas são realmente fortes, mas será apenas um jogo e temos chances de vencer. Espero que estejamos capazes de jogar o nosso próprio jogo e quem sabe o que irá acontecer?”, disse a atleta, que ressaltou a experiência da Holanda.  “É maravilhoso estar na final e estou muito orgulhosa. É muito bom ser parte de um time com muita confiança em que cada uma tem pela outra. A final será difícil, porém será incrível se vencermos”, completou.

Essa será a quinta final dos Estados Unidos, que foram tricampeãs sobre a Noruega (1991), China (1999) e Japão (2015) e a única derrota foi para o Japão em 2011.

TERCEIRO LUGAR

Inglaterra e Suécia fazem hoje, às 12h, em Nice, a disputa pelo terceiro lugar. As inglesas, que foram eliminadas pelas americanas, fazem o “jogo de consolação” pelo segundo mundial seguido. Em 2015, a equipe venceu a Alemanha para ficar em terceiro. A Suécia faz a disputa pela medalha de bronze pela terceira vez e foi vitoriosa nas outras oportunidades, sobre a Alemanha (1991) e França (2011).

Mauro Adamoli