Estimulantes sexuais são moeda de troca nos presídios

presos Quem for flagrado é levado à delegacia, diz Sindespe. ( Foto: Claudinho Coradini/ JP)

Estimulantes sexuais são usados como nova moeda de troca nos presídios paulistas. A afirmação é do Sindespe (Sindicato dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária do Estado de São Paulo). Apesar de ser proibido a entrada dos medicamentos, alguns visitantes tentam burlar a segurança. Quem for flagrado é conduzido à Polícia Civil e passa a ter o nome temporariamente no “rol” de visitantes das unidades prisionais, segundo determinação da SAP (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária),e o preso que receberia a “encomenda” responde processo disciplinar.

O presidente do Sindespe, Antonio Pereira Ramos, disse que os estimulantes são usadas como moeda de uso (ou troca), como acontece normalmente já que são utilizados entre os detentos. “Passa a fazer parte de uma espécie de comércio que acaba sendo realizado entre eles. Como são barrados nas visitas. Os medicamentos passam a ter um valor alto na negociação entre eles”, comentou Ramos.

No dia 8 de setembro, uma mulher de 32 anos foi flagrada com 67 comprimidos similares a estimulante sexual em sua roupa íntima após passar por revista para entrar na Penitenciária Masculina. Os agentes penitenciários faziam revista com a utilização de escâner corporal, quando perceberam que ela tinha uma anormalidade na região torácica. Questionada sobre os comprimidos, a mulher informou que pegou as roupas emprestadas de uma desconhecida na entrada da unidade prisional, mas não sabia que os comprimidos estariam escondidos na roupa. Sendo assim, a mulher negou que iria entregá-los ao companheiro que cumpre pena no presídio.

O presidente do sindicato disse que 90% dos visitantes são mulheres e portanto são as mais procuradas, principalmente pelas facções criminosas para entrar nas unidades não somente com os estimulantes, como também outros ilícitos. “A utilização do escâner corporal nas unidades ajudou na localização de produtos ou objetos ilícitos”, completou Ramos.

No caso dos visitantes que foram surpreendidos com entorpecentes, eles serão autuados em flagrante por tráfico de drogas e serão presos, conforme caso registrado em2 de setembro, quando uma vendedora de 41 anos que escondia 100 gramas de maconha e cocaína nas partes íntimas.

(Cristiani Azanha)