Estudo do CCZ registra 33 pontos de aparição de macacos

macaco Levantamento sobre macacos é inédito em Piracicaba. (Claudinho Coradini / JP)

Piracicaba tem 33 locais de incidência de macacos. A informação faz parte de um mapeamento inédito na cidade realizado pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e contempla resultados garimpados em 2017 e 2018, onde as espécies avistadas pelos moradores destas áreas são os saguis, macaco-prego e bugio. A intenção do levantamento, segundo o órgão municipal, é trabalhar a preservação dos primatas e a conscientização da população sobre a importância destes animais para o controle de doenças, entre elas a febre amarela, hoje controlada na cidade.

De acordo com o responsável pelo estudo, o médico veterinário Paulo Lara, 100% da área rural foi percorrida e mais de 90% das residências participaram da pesquisa. “Foram avistados, nos últimos dois anos, macacos em 33 propriedades, em áreas urbanas e rurais. Só na região do Tupi foram avistados esses animais em 11 áreas. Do total, em 29 áreas foram identificados apenas Saguis. Em três áreas foram avistados macaco prego (Santa Helena, Morro Grande e Jiboia). Na região da Usina Santa Helena foi registrado o avistamento também de macaco bugio”, informou.
Outro ponto importante das visitas, principalmente na área rural, foi a localização de macacos mortos. Segundo o levantamento, no período avaliado foram encontrados nove macacos mortos, sendo três em 2017 e seis em 2018. Desse total, apenas seis deles a equipe do CCZ pode retirar amostras para exames, que deram negativo para febre amarela. Os outros três foram encontrados em estado avançado de putrefação, mas, pela pesquisa, nenhum morreu de febre amarela.

Lara enfatizou que o trabalho é positivo, por ser o primeiro levantamento completo feito em Piracicaba. “Podemos ficar mais tranquilos pois não vimos animais doentes e os que encontramos mortos, nenhum estava com Febre Amarela. Com estas informações podemos planejar novos trabalhos e com foco mais educativo e de conscientização deixando a população e também os funcionários da saúde nestas regiões conscientes de serem nossos olhos para ‘fiscalização’ da saúde destes animais em prol do bem estar de todos”, disse.

MORCEGOS – Além dos macacos, o CCZ também fez levantamento sobre ataques de morcegos hematófagos a animais na zona rural. De acordo com o estudo, foram 24 relatos de proprietários da zona rural sobre ataques de animais de criação por esta espécie de morcego. “Em 18 relatos, morcegos atacaram bovinos, em 4, equinos, um em felino e um em ave (galinha). Exames confirmaram um caso de raiva positivo em equino e um positivo em felino”.

Segundo o veterinário, nesta situação, por mais que os registros de ataque foram confirmados, o número indicado não é preocupante no que diz respeito a proliferação da raiva.

 

(Felipe Poleti )