Evento na capital aponta recuperação da construção civil no próximo ano

evento Evento marcou discussões sobre retomada do setor. ( Foto: Divulgação)

A cidade de São Paulo recebeu, no último dia 14, o “Fórum Brasileiro de Incorporadores Imobiliários – Incorpora”, organizado pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) cujo objetivo foi interagir todos os setores de atividade envolvidos na cadeia produtiva da incorporação imobiliária, analisando as variáveis mais importantes para a retomada do crescimento. Essa cadeia produtiva é responsável por quase dois milhões de empregos e R$ 20 bilhões de arrecadação de impostos, anualmente.

Com a participação de 500 pessoas e diversos palestrantes, entre eles, Alexandre Baldy (Ministro das Cidades); Dyogo Henrique de Oliveira (presidente do BNDES); Nelson Antonio de Souza (presidente da Caixa Econômica Federal); Octávio De Lazari Júnior (presidente do Bradesco); Rubens Menin (presidente da MRV); José Romeu Ferraz Neto (presidente do Sinduscon-SP) e Flávio Amary (presidente do Secovi-SP), todos recepcionados por Luiz Antonio França, presidente da Abrainc.

Para França, o grau elevado de incertezas políticas tem impedido a indústria da construção de capturar oportunidades de negócios, mas acredita que o setor será capaz de retomar os investimentos “quando essas incertezas se dissiparem”.

O presidente do Bradesco, Octávio De Lazari, disse que apesar das incertezas causada pelas eleições presidenciais, a projeção do banco é de crescimento da economia brasileira no próximo ano: “Nosso cenário para o próximo ano é de crescimento. Apesar do cenário preocupante, o país ainda é capaz de gerar riquezas”. Lazari disse, ainda, que a agenda do Governo Federal para 2019 já está dada. “Acredito que há consistência dos principais presidenciáveis sobre temas importantes para o país, como o ajuste fiscal e a simplificação tributária”.

Na avaliação de Nelson Antonio de Souza, presidente da CEF, a perspectiva para 2019 é muito boa, considerando a captação líquida positiva da poupança, a introdução da LIG (Letra Imobiliária Garantida), que será uma fonte de recurso complementar para o financiamento imobiliário do país. Outro fator que favorecerá o setor é a aprovação do cadastro positivo, que deve adicionar cliente ao mercado imobiliário, “pois trará aqueles que não possuem renda comprovada para este mercado”.

Souza aproveitou para anunciar a redução da taxa de juros, de empréstimos para compra de imóveis de até R$ 1,5 milhão, enquadrados no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) das atuais 9,5% para 8,75% a.a. “Além disso, a partir do mês de novembro, a Caixa irá oferecer um serviço de avaliação de imóveis para clientes que não estejam necessariamente se comprometendo com um financiamento com a instituição e que será uma nova fonte de receita para a Caixa”, disse.

Já o ministro Alexandre Baldy demonstrou otimismo em relação à aprovação do projeto de lei que regulamentará os distratos pelo congresso nacional. “Acredito que as demais reformas necessárias para a retomada do crescimento, seguirão em frente, independente do candidato a presidente que vir a ser eleito”, lembrou.

Após os painéis, conforme lembrou França, “houve um certo otimismo para 2019 entre os participantes”, pois as medidas mais urgentes para o setor, ou seja: regulamentação dos distratos; regulamentação das LIG’s (Letra Imobiliária Garantida) que gerará recursos de médio e longo prazo para o setor e também a redução do estoque das incorporadoras e o aumento do saldo das cadernetas de poupança no sistema financeiro, devem sair do papel. “São fatores que dão motivo para uma retomada de crescimento”, disse.

Outro fator importante, de acordo com França, é o longo ciclo produtivo do setor de incorporação. “Da aquisição do terreno até a entrega das unidades, o prazo gira em torno de cinco a seis anos. Portanto, devemos enfrentar uma escassez de produtos no curto e médio prazo. Dependendo do produto e cidade”.

(Da Redação)