Exercício e passeio é bom para o seu pet

Exercícios físicos regulares ajudam a aliviar o estresse e colaboram para a vitalidade dos cães de qualquer raça. (foto: Freepik)

Exercícios físicos são tão importantes para os animais quanto para os humanos. Passeios, além de aliviar o estresse de cães que vivem em ambientes menores, também contribuem para o gasto energético e a eliminação de calorias.

De acordo com a veterinária da Vetpet Patinhas, Amanda de Souza, os passeios devem ser diários, mantidos em uma rotina que garanta benefícios ao animal. “Mantendo a rotina, criamos uma atividade diária que beneficia a saúde do pet. A intensidade e frequência dos passeios variam conforme o peso e as raças”, afirma. “Animais acima do peso e braquicefálicos, como pugs, buldogues, boxers e pequinês, devem ter passeios leves, como caminhadas curtas. Nas épocas quentes, é preciso evitar passear nos horários entre as 11h e as 15h. Quem quer perder peso deve manter as caminhadas curtas, porém de duas a três vezes ao dia”.

Além dos já citados, muitos outros benefícios são provenientes das atividades físicas para animais. “Os benefícios são muitos e abrangem a saúde mental e física dos pets, como o controle do índice glicêmico em diabéticos, a liberação de endorfinas, hormônios relacionado à felicidade, além de colaborar para a melhora do sistema cardiorespiratório e osteomuscular”, recomenda a veterinária.

Cuidados redobrados devem ser tomados no caso de cachorros com problemas cardíacos, principalmente quando não estão acostumados com aglomeração de pessoas ou animais. “O animal continuará com a vida normal, dentro de suas condições, porém com mais cuidados em relação à situações de estresse, como lugares populosos”, alerta Amanda. “No caso de animais com limitações osteoarticulares, o passeio também é importante, mas eles já devem ter recebido alta para a prática de atividades físicas, e também fazer o uso medicações que minimizem o estado degradativo das articulações”.

POLÊMICA

O espaço verde para o passeio com os pets em Piracicaba é limitado, já que, de acordo com o Decreto Municipal 5.376, de 1991, é proibido, além do uso de bolas, skate, patins e pipas, a entrada de animais nos parques da cidade.

Grande parte da população reprova a medida. Prova disso é um abaixo-assinado no site Change.Org, criado pelo jornalista e gestor público Hugo Nogueira Luz, 34, em março deste ano e que reuniu, até o seu fechamento no mesmo mês, 637 assinaturas em favor da revogação do decreto. “Muitas pessoas desconhecem essa proibição e acabam levando animais para os parques. Isso sempre me incomodou, porque trabalho com gestão pública, tenho cachorro, sobrinhos pequenos, e muitas vezes, acabo descumprindo o decreto e me sinto mal por isso. Em São Paulo, em parques como Ibirapuera e Água Branca, não há mais essa proibição”, disse em entrevista.

A solicitação foi repassada pelo idealizador por meio do 156 da prefeitura, com o protocolo nº 52.961. A Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), à época, afirmou que o primeiro passo para o fim da proibição seria a realização de uma pesquisa para saber a opinião da população. “No passado, pessoas que frequentam esses locais públicos foram atacadas por animais. Por isso, a prefeitura editou uma regulamentação proibindo que animais de grande porte circulem por ruas e avenidas sem focinheiras”, afirmou o secretário José Otávio Machado Menten.

Segundo a assessoria de imprensa da Sedema, uma das propostas seria a instalação de locais próprios para que os donos levem os seus animais. Até hoje, as placas de proibição continuam nos parques da cidade.

 

Mariana Requena
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