Falso policial é preso durante Operação Midas

preso Tuckumantel disse que a operação foi positiva. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

Um aposentado de 74 anos que se passava por policial civil foi preso ontem durante a Operação Midas pelos policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais). Na casa do suspeito, no Bairro Alto, os investigadores localizaram veículo GM Blazer,ostentando logotipos do Governo do Estado de São Paulo, além de uma réplica de pistola. O diretor do Deinter-9 (Departamento da Polícia Judiciária do Interior), Antonio Luis Tuckumantel, disse que a operação resultou na prisão de 121 pessoas, das quais 27 foram na região da Seccional de Americana, além de 45 mandados de busca e apreensão em residências, que foram cumpridos.

A Operação Midas foi realizada anteontem e ontem através do Susp (Sistema Único de Segurança Pública) e coordenada pelo Ministério da Segurança envolvendo 25 Estados e Distrito Federal, com exceção do Amazonas por ‘questões operacionais’. Também foram localizados 88 armas de fogo e 75 veículos.

De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação faz referência a Mitologia Grega, em que o rei Midas, ao tocar em coisas, transformava-as em ouro. Isso porque o foco da ação policial foi o combate aos crimes contra o patrimônio. “Cumprimos mandados relacionados a tráfico de drogas, mas o foco foi mesmo crimes relacionados contra o patrimônio”, comentou o diretor. “Precisamos que a comunidade continue ajudando no trabalho policial, principalmente nas denúncias anônimas, pelo telefone 181”. completou.

Segundo a SSP (Secretaria de Estado de Segurança Pública), 1.750 pessoas foram presas no Estado, além das apreensões de 150 adolescentes, sendo 70 por ordens judiciais. As diligências retiraram ainda 50 armas de fogo das ruas e apreenderam mais de uma tonelada de drogas, entre crack, cocaína, maconha e haxixe.

A operação, que contou com o empenho de 5.258 policiais e 2.003 viaturas, também recolheu 390 pontos de LSD e 79 porções de ecstasy. Ao todo, 73 veículos roubados ou furtados também foram recuperados no Estado.

FALSO POLICIAL — Os policiais do GOE estiveram na residência do aposentado por volta das 9h30, após denúncia de que ele teria uma blazer com características semelhantes às usadas pela Polícia Civil. “Ele informou que adesivou o carro por achar bonito. Esclareceu que transitava normalmente com o carro exibindo os brasões. Não temos informações por hora, de que maneira usava seu veículo. Ele não tem antecedentes criminais”.

O aposentado foi indiciado por uso indevido de sinal da administração pública, que prevê reclusão, de dois a seis anos, e multa.

(Cristiani Azanha)