Falta d’água gera tumulto durante sessão da Câmara em Piracicaba

Edvaldo Brito cobrou posicionamento dos vereadores com relação ao Semae (Claudinho Coradini/JP)

O início da sessão da Câmara de Vereadores de Piracicaba foi interrompido – nesta quinta-feira (14) – por um grupo de manifestantes que cobrou uma posição dos parlamentares quanto a situação enfrentada pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). A fala do vereador Laércio Trevisan Júnior (PR) foi o estopim para que o coordenador da ONG (Organização Não Governamental) MJP (Movimento Juntos por Piracicaba), Edvaldo Brito, elevasse o tom da voz e cobrasse o presidente Gilmar Rotta (MDB).

A sessão chegou a ser suspensa pelo presidente até que o tumulto fosse contornado e os trabalhos foram retomados na sequência.

Trevisan citou a falta d’ água ocorrida ontem em vários bairros da cidade e cobrou o trâmite do projeto de resolução de sua autoria que constitui comissão de estudos com a finalidade de avaliar os problemas relacionados ao Semae. “Esse projeto está parado na comissão de Legislação, Justiça e Redação há muito tempo”, cobrou.

PROPOSTA

Entre os objetivos da propositura está analisar e avaliar os problemas operacionais e administrativos em relação as constantes falta de água, aumentos nas tarifas de cobrança, rompimentos de adutoras, vazamentos, analisar os contratos firmados com empresas terceirizadas e de Parceria Público-Privada, elaborar relatório final e encaminhar para apreciação do plenário.

Rotta disse que o projeto não está parado como citou Trevisan e que a matéria deve tramitar por três comissões antes de chegar à apreciação do plenário.

Brito adiantou que “a partir de agora as cobranças à Câmara serão mais frequentes”.

(Beto Silva)