Falta de água gera representação ao MP e movimento contra o Semae

Na quinta-feira (3), mais de 70% da cidade ficou sem água (Claudinho Coradini)

As reclamações recorrentes sobre falta de água em diferentes regiões de Piracicaba motivaram o advogado Homero Carvalho a entrar com representação contra o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) junto ao MP (Ministério Público). Além da representação coletiva, a eleita deputada estadual Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Professora Bebel (PT), lançou nesta semana um movimento contra “as contas abusivas e sem justificativas” do Semae e contra as constantes faltas de água reclamadas pela população.

Sobre a interrupção que deixou na quinta-feira (3), mais de 70% da cidade sem água, a prefeitura informou na sexta-feira (4), que o fornecimento encontra-se em recuperação, sendo que apenas as regiões abastecidas pelos reservatórios do Dois Córregos e do Cecap ainda apresentam pontos de baixa pressão. Os bairros que ainda estão com o abastecimento em recuperação são: Alvorada, Sol Nascente e regiões próximas; Cecap, Taquaral, Santa Rita, Dois Córregos e regiões próximas.

Segundo José Rubens Françoso, presidente do Semae, a normalização completa do abastecimento deveria ocorrer ontem. Françoso ressalta que as possíveis causas da última interrupção incluem desequilíbrio de carga entre as fases ou uma fase com mais carga elétrica (com mais equipamentos ligados), o que pode causar o desligamento do disjuntor. “Embora a concessionária de energia tenha negado, pode ter ocorrido variação de tensão na rede, o que também pode causar o desligamento do disjuntor. Isso pode ocorrer em função do estado da rede que atende ao Semae e também pela ETA (Estação de Tratamento de Água – Capim Fino) estar localizada no final dessa rede”, explica.

REPRESENTAÇÃO

Na representação junto ao MP, o advogado Homero Carvalho destaca que a falta de fornecimento de água, somente nos últimos 10 dias, ocorreram em “quase seis dias de paralisações, causando sérios prejuízos”. Carvalho também enfatiza o fato da autarquia municipal não prestar informação convincente aos consumidores sobre os desabastecimentos. “Em alguns municípios e estados, o Ministério Público tem pedido multas pesadíssimas, que podem ir para um fundo. Mas o consumidor que se sentir lesado pode entrar com ação individual de reparação de danos materiais e morais”, orienta.

MOVIMENTO

Segundo a deputada estadual Professora Bebel, o Movimento contra as contas abusivas e sem justificativas do Semae tem como objetivo dar respaldo à população para que possa, inclusive, questionar juridicamente as altas contas de água e esgoto cobradas pela autarquia, somando a outras iniciativas já existentes na cidade.

(Eliana Teixeira)