Falta de manutenção em piscinão causa transbordamento de água

Nos últimos três anos, os moradores das proximidades do piscinão da avenida Corcovado, em Santa Teresinha, passaram a sofrer com as inundações. Localizada no cruzamento com a rua Nilo Peçanha, a obra foi construída para drenar a água de chuva, mas não comporta o volume que desce com força dos bairros mais altos. Como consequência, as ruas e de oito a dez casas nas duas quadras da parte baixa ficam alagadas. Além disso, os moradores acreditam que os bueiros e a galeria de água pluvial estejam entupidos, porque a água retorna para a rua nos dias chuvosos. Sem contar que foi construído um poço de visita de esgoto do Jardim Boa Esperança no meio do piscinão, que também transborda nos dias de chuva e causa mau cheiro.
 
Residente há 38 anos em frente ao piscinão, na rua Nilo Peçanha, a aposentada Maria Aparecida Bento Barbosa, 69, contou que nos dias de chuva o esgoto também transborda pelo poço de visita e os detritos são arrastados pelas águas pelas ruas e residências. Na opinião dela, o piscinão está muito raso e teria de ser afundado. A moradora já perdeu mesa, armário, geladeira, freezer e outros móveis nas inundações. “Fiz chapa de metal para água não entrar em casa”, disse a moradora. Depois que o trecho seca, fica o cheiro de esgoto no ar. Ela disse que os bueiros estão entupidos e que a população não colabora e joga lixo e outros resíduos no trecho, que contribuem para entupir as bocas de lobo.
 
O aposentado João Bissoli, 63, residente na rua Angelo Florindo, acredita que o alagamento também é causado por bueiros entupidos. Segundo Bissoli, de três anos para cá começou o problema de inundação no bairro. “A minha casa encheu também”, disse o morador. Ele acredita que o problema seja o entupimento da tubulação. “A quantidade de água é demais. Desce água do Javari 1 e 2, Boa Esperança e Maria Cláudia. O piscinão não dá conta. E escorre água de esgoto tudo junto” reclamou o morador. 
 
Com uma loja de roupas na rua José Linhares, a comerciante Lucimar do Carmo Lopes, 54, disse que perdeu as mercadorias no ano passado, lavou as peças e encaminhou para doação porque as roupas mancharam. “No ano passado encheu várias vezes. Fiz várias chapas para colocar na frente para não entrar água dentro de casa. Neste ano a água chegou até na calçada. Enche muito rápido”, afirmou a comerciante. 
 
 
OUTRO LADO — Em nota, a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) informou que o corte de mato naquela área foi feito no mês passado e está programado na primeira quinzena de março. A Secretaria Municipal de Obras vai providenciar a limpeza da área. “A prefeitura está finalizando a contratação de serviços mecanizados para desobstrução de rede de águas pluviais, que deve agilizar os serviços. É importante também colaboração da população para que não jogue lixo, sacos plásticos, entulhos e embalagens nas ruas. Isso colabora na prevenção de enchentes, já que esses materiais entopem as bocas de lobo”, traz a nota da prefeitura.