Família denuncia 2º caso de venda irregular de sepultura

sepultura Restos mortais da família Guerra foram retirados. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

Mais uma proprietária de túmulo no Cemitério da Vila Rezende, em Piracicaba, reclama de ter a sepultura vendida para outra pessoa, sem ser comunicada pela prefeitura. Desta vez, a motorista Rosângela Aparecida dos Santos Guerra denuncia a comercialização do jazigo à revelia da família. Ao contrário do que alega a administração municipal, Rosângela afirma que o túmulo não estava em situação de abandono e foi feita uma reforma há seis meses. Ela também garante que não possuía débitos com relação a taxas referentes a serviços. No túmulo não havia restos mortais de familiares da mulher.que possui outra sepultura no mesmo cemitério.

Rosângela disse que decidiu ir até o cemitério depois de ver a matéria publicada na semana passada pelo Jornal de Piracicaba na qual a dona de casa Zilá Veronezi denunciou a retirada – sem comunicação prévia – dos restos mortais de quatro familiares que estavam em uma sepultura no Cemitério da Vila Rezende. Ela foi informada pela administração do local que os restos mortais dos familiares foram transferidos para o ossuário do Cemitério da Saudade. “Quando eu e minha mãe vimos a matéria decidimos ir lá para ver como estava a nossa sepultura e chegamos lá havia uma pessoa desconhecida enterrada”, contou Rosângela, acrescentando que a reforma feita meses antes foi destruída durante o sepultamento.

Na ocasião, a prefeitura informou que a sepultura da dona de casa foi considerada em estado de abandono pela Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente. Para fazer a transferência, o Poder Executivo citou dois decretos de 2017, que apontavam 1.584 sepulturas abandonadas no Vila Rezende.

No caso recente, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a sepultura da família Guerra foi considerada em estado de abandono por esta Secretaria e inserida nos decretos 16805 e 17035, ambos de 2017. “No local não havia sido feito nenhum sepultamento, a sepultura foi retomada no início de março de 2018”, traz a nota do setor de comunicação.encaminhada à redação.
A assessoria informou que no Cemitério da Vila Rezende, quando se verifica um óbito, os familiares podem adquirir um jazigo junto à prefeitura. No Cemitério da Saudade a Prefeitura disponibiliza jazigos por meio de procedimento licitatório.

A prefeitura negou que a venda é feita à revelia do concessionário e que são efetivados todos os procedimentos previstos em lei, inclusive, em relação a publicidade. Na Vila Rezende, uma sepultura custa a partir de R$ 4.500 mil dependendo do tipo, sendo que o lóculo (gaveta) custa R$ 1.500 mil O setor de comunicação informou que o cemitério não está na capacidade máxima, mas há projeto de expansão.

(Beto Silva)