Festival acontece hoje no Sesc

Objetivo é conseguir novos adeptos e divulgar a modalidade, diz rodrigo Caetano

A Liga Piracicabana de futebol de Mesa realiza neste sábado (4), às 13h, um “Festival de Futebol de Mesa”. O evento, que acontece no Sesc Piracicaba, acontece quase que mensalmente e é organizado pelos membros da associação, entre eles o corretor de imóveis Rodrigo Caetano, que disse que o principal objetivo do evento é de propagar e divulgar a modalidade, além
de garantir a diversão aos envolvidos. “Pratiquei muito o futebol de mesa (ou futebol de botão) durante a minha infância e hoje percebi que em razão da tecnologia, do videogame e da mídia, o
jovem já cresce tendo um time europeu e nem conhece o futebol de botão, então nosso objetivo é de levar novamente a cultura desta modalidade”, explica Caetano.

Caetano disse que o futebol de mesa piracicabano tem um importante papel na história desta modalidade. “Lembro que o primeiro grande evento na cidade foi em 1991 e reuniu cerca de 120 participantes no Shopping Piracicaba e contou com participantes de diversas idades e nível intelectual. A partir daquele momento começou a perceber que a cidade tinha grande nível potencial, tanto que nos anos 2000 tivemos equipes de Piracicaba disputando os torneios através dos clubes (CCP e CCRCC), porém depois da chegada da tecnologia o futebol de mesa foi perdendo espaço e não foi se renovando (os jogadores)”, explicou o corretor, que ressaltou que a maioria dos praticantes tem entre 30 e 35 anos.

Pensando nesta renovação, Caetano explica que o objetivo é de realizar um festival todo mês. Uma das conquistas recentes da associação foi conseguir, junto a Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) um espaço para praticarem e criarem a Liga Piracicabana de Futebol de Mesa (o campeonato). “O projeto já está em trâmite e um de nossos novos adeptos é o ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados de Piracicaba), que além de ser um dos nossos atletas é o nosso assessor jurídico, que está nos ajudando a ter a liga, que com ela conseguiremos fazer ações de nível social e cultural”, detalha.

Para poder usufruir do espaço sem complicações, a prefeitura pede que a associação realiza ações junto com a população, como clínicas e levar o esporte o esporte as periferias.“Uma das
nossas ideias é criar circuito itinerantes nos colégios, já que acho na minha opinião tem muito garoto que pode se interessar pela modalidade. Já fiz isso em escolas particulares, que tem algumas
mesas e já fui lá com a molecada e fiquei jogando. Eu levo  o meu kit profissional porém não dá para jogar, já que ele não desliza na mesa normal. Mas a ideia é essa, que a modalidade seja vista e não deixá-la ela morrer”, concluiu.

Mauro Adamoli