FGV aponta alta de 1,02% em 2019

Material Escolar Para lojista Otsubo, janeiro é o melhor mês para vendas.

O ano de 2019 começou na terça-feira e os pais  já começaram as compras do material escolar para o ano letivo. De acordo com levantamento da FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) o aumento nos preços, este ano, será de 1,02% em relação a 2018, ficando abaixo da inflação acumulada (4,32%).

Diferente, do estudo da FGV, a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Piracicaba acredita que o aumento oscile entre 8 a 10%.
O vice-presidente da entidade, Antônio Pedro de Carvalho, disse que no ano passado o aumento acumulado  não chegou a 1,4% em razão da situação econômica vivida pelo país. Porém, para 2019,   confiabilidade no novo governo é a razão para este reajuste. “Se somarmos o aumento acumulado e o índice de preço do consumidor, o aumento no do ano passado com o
desse ano, teremos quase que um aumento normal”, explica Carvalho, que aconselha as pessoas a fazerem uma pesquisa de preço, já que “o nosso comércio é grande e bem diversificado”, completa.
Edson Takashi Otsubo, proprietário da Papelaria Kami, disse que a variação do dólar influenciou no aumento dos preços, já que alguns produtos, mesmo sendo de marcas nacionais, são fabricados
no exterior. “O material escolar não teve uma variação tão grande em comparação a outros setores, como alimentação, porém além do dólar estar abaixando, as pessoas estão mais confiantes na economia”, comenta.
Otsubo disse que o mês de janeiro é o melhor do ano para as papelarias exatamente pelo início do ano letivo. “Neste período as vendas crescem bastante, principalmente em relação a cadernos,
lápis, massa de modelar, todo a linha infantil. Na primeira quinzena os itens vendidos para crianças são mais procurados, enquanto que na outra quinzena, o material dos adolescentes é o mais visado”, explica o proprietário.
A diretora de escola Luciana Souza aproveitou a tarde de sexta-feira para comprar o material escolar do filho Antônio Pedro, de 7 anos. “Fiz uma pesquisa de preços, pensando também no reajuste da matrícula na escola dele, que aumentou. Procurei por materiais mais em conta, porém nunca deixando a qualidade de lado”, comenta Luciana, que já comprou os pedidos básicos da escola, como cadernos, lápis e tinta. “Só falta a mochila”, disse.
Márcia Cobra, recepcionista, também fez as compras do material escolar, acompanhada das filhas Marcela, de 20 anos, estudante universitária, e Júlia, de 13 anos, matriculada no Ensino Fundamental II. “Fiz pesquisas, porém pela idade delas é bem menos coisas em relação aos anos anteriores, quando ambas eram crianças. Nesta idade o problema são os livros didáticos, que além de ser caro é um material específico, que deve ser comprado em site recomendado pelo colégio”, comenta.

(Mauro Adamoli)