Filho tenta achar a mãe desaparecida há 30 anos

O ajudante de caminhoneiro José Carlos Fogaça tinha apenas um ano quando viu sua mãe pela última vez. Sem lembranças da mulher que lhe deu a luz desde então, ele busca há três décadas por notícias de Graci das Graças Fernandes Fogaça, hoje com 58 anos. Com pistas de que ela moraria atualmente em Piracicaba, a família de Torrinha faz um apelo para que quem tenha informações sobre seu paradeiro.
 
A história teve início em 1987, na cidade onde a família vive até hoje. Graci, aos 28 anos e mãe de sete filhos, saiu de casa e não retornou mais. Ao procurarem pertences em seu quarto, os filhos perceberam que a maioria das roupas não estava mais no local.
A principal teoria da família é a de que Graci tenha fugido de maus-tratos que sofria em casa. “Meu pai diz que ela um dia falou que ia comprar pão e simplesmente não retornou. Desde então, buscamos respostas”, conta José Carlos.
 
Há quatro anos, Fogaça e os irmãos intensificaram a busca, mas sem sucesso. O quadro mudou após um conhecido da família relatar que deu carona para Graci e uma menina que ela apresentou como sua filha. O destino final das duas era o bairro de Santa Teresinha.
 
O surgimento do possível paradeiro trouxe esperança para os cinco filhos de Graci ainda vivos. “Foram quatro anos sem nenhuma notícia até que tivemos essa pista bem forte vinda de um amigo do meu sogro. Acreditamos mesmo que ela esteja em Piracicaba”, disse Najara Massarot, que ajuda na procura pela sogra.
 
Para quem cresceu sem a presença materna em casa, o que motiva a busca é a saudade. “Eu mal tinha completado um ano de vida quando ela desapareceu. Independente da causa que a fez partir, eu sinto falta e quero reencontrá-la”, diz José Carlos, que disponibilizou seus contatos (14) 99177-4472 e (14) 99861-0306 (WhatsApp).