Fisioterapia obstetrícia incentiva gestação cuidadosa

A atleta Natalia Brozulatto realizou o trabalho com a fisioterapeuta Vivian Goes. (Leonardo Moniz/JP)

A atleta Natalia Brozulatto realizou o trabalho com a fisioterapeuta Vivian Goes. (Leonardo Moniz/JP)

Durante a gravidez, a mulher que se prepara para receber uma nova vida passa por várias transformações de ordem emocional, física, fisiológica e hormonal. No período, as dúvidas são redobradas: o que comer ou ainda como se comportar são perguntas frequentes feitas pelas gestantes. A maior preocupação é que o bebê venha ao mundo conforme o planejado. Nesse contexto, ganha força o papel da fisioterapia especializada em obstetrícia e os cuidados com a gestante, o parto e o pós-parto.

O acompanhamento, feito de forma específica, busca prevenir e tratar as principais queixas decorrentes da gestação, preparando o corpo da mulher para o trabalho de parto e o pós-parto. “Normalmente, a gestante procura a fisioterapia apenas em caso de sentir algum tipo de desconforto, dor ou incontinência urinária. Na verdade, o acompanhamento fisioterapêutico durante a gestação deveria ser uma atitude preventiva da mulher, realizando juntamente com o pré-natal”, diz Vivian Goes, fisioterapeuta do Espaço Carisma, em Piracicaba.

De acordo com a especialista, o procedimento é destinado para todas as gestantes e tem início com uma avaliação que busca a conscientização corporal, além de transmitir informações úteis sobre as funções básicas do próprio corpo, com a finalidade de adaptar a gestante, sem traumas, à nova realidade que vivenciará em decorrência das alterações causadas pela gestação. “No início do tratamento, as técnicas são de conscientização corporal e de assoalho pélvico, além de exercícios com pouco gasto energético e massagens para prevenção de dores lombopélvicas, desconforto respiratório, inchaço de membros inferiores e cãibras”, afirma Vivian.

Segundo ela, a conduta varia de acordo com a fase gestacional. “No segundo trimestre, por exemplo, a atuação da fisioterapia obstétrica aumenta pela necessidade de adaptar a mulher às mudanças corporais sofridas, por meio de posturas específicas, exercícios globais com treinos de condicionamento respiratório e o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico”, conta a fisioterapeuta. No terceiro trimestre da gestação, o trabalho é totalmente voltado para a preparação da mulher para o parto normal ou cesária, conforme ela própria escolher.

“Nessa etapa, são realizados exercícios e posturas específicas para relaxar os músculos do assoalho pélvico, com o início de treinos técnicos de relaxamento e expulsão, associados à respiração, para que a mulher possa entender o que irá acontecer com ela durante o trabalho de parto. É feita a massagem perineal e o uso do aparelho Epi-no, que faz a simulação do parto normal, tudo para evitar uma episiotomia ou laceração na hora do parto. Isso preparará a gestante física e psicologicamente para o instante do parto”, relata Vivian.

No pós-parto, o papel da fisioterapeuta em obstetrícia é igualmente importante. Além de orientar para a retomada da postura correta, a profissional faz a aplicação da laserterapia, um procedimento novo para a cicatrização das fissuras mamárias, diminuição da dor e da sensibilidade nos mamilos no momento da amamentação. Há ainda o tratamento para diástase abdominal (afastamento de músculos, sendo a causa da flacidez abdominal) com exercícios específicos.

 

(Da Redação)