Fluxo intenso de caminhões causa danos nas ruas do bairro Monte Alegre

Erosões nas ruas, afundamento de vias, vegetação encobrindo a sinalização e até abalo nas estruturas de edificações históricas. Essa é a realidade enfrentada pelos moradores do bairro Monte Alegre. Segundo eles, os problemas começaram há cerca de 15 anos e se agravam.
 
Uma das principais reclamações é com relação à avenida Comendador Leopoldo Dedini. Coberta por paralelepípedos, a via sofre com afundamentos e desníveis em todo seu percurso. “A trepidação causada por essas carretas afeta não só o piso, como a estrutura dos prédios históricos existentes”, diz Wilson Guidotti Júnior, empresário que atua no bairro.
 
Segundo Guidotti, um projeto para sanar o problema já foi apresentado, porém até agora nenhum prazo foi dado. “Aqui existe uma empresa que depende dessa via para escoar sua produção. Uma intervenção simples poderia facilitar a vida de todos”, complementa.
 
O presidente da Oji Papéis Especiais, Agostinho Monsserrocco, concorda. A companhia — que está localizada no bairro — já se dispôs até a doar uma parte do seu terreno para a implantação de uma ligação direta entre a fábrica e o anel viário. “A empresa já fez diversas reuniões com representantes do poder público solicitando que seja construída a alça de acesso para evitar o tráfego de caminhões no bairro e, assim como os moradores, está aguardando até que a obra seja feita.”
 
Morador do bairro há 35 anos, o aposentado Fortunato Suniga reclama de reparos feitos pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) que não foram asfaltados. “Além do trânsito de carretas que pesam toneladas, ainda temos ruas esburacadas por obras não concluídas. Vir para o bairro também é um perigo por causa do mato alto na estrada.”
 
A Prefeitura de Piracicaba informou que os reparos nas ruas de paralelepípedos não foram realizados em função da falta de equipe especializada para realizar o serviço. Uma licitação foi aberta, porém nenhuma empresa se interessou. Um novo edital deve ser aberto.
 
Sobre as obras do Semae, a administração esclareceu que o procedimento é normal para evitar desperdício. Segundo a assessoria, quando é constatado que o vazamento foi eliminado, a equipe do Semae aplica o asfalto e o fechando em definitivo. Sobre o mato, a informação é que o corte seria concluído até o fechamento desta reportagem.
 
Com relação à construção da alça de acesso, a Artesp — agência que regula o transporte no Estado — disse que o projeto apresentado pela concessionária Rodovias do Tietê está em análise. Após a aprovação, será iniciada a etapa de levantamento de custos. Não há prazo para início das obras.