Formar participa de ação musical internacional

Mostrar, por meio da música, a união entre piracicabanos e israelenses. Este foi o objetivo da ação realizada ontem, no início da tarde, por 40 aprendizes do Instituto de Aprendizagem Profissional Formar que compõem o coral e a banda João Romeu Pitolli. A atividade aconteceu em comemoração aos 70 anos da organização do Estado Judeu. Os adolescentes, com idades de 13 a 17 anos, se reuniram, a convite do WJC (World Jewish Congress — congresso judaico), para gravar no pátio do CCMW (Centro Cultural Martha Watts) um videoclipe interpretando a música HaTikvah, Hino Nacional de Israel, que significa A Esperança. O grupo foi o único de Piracicaba a ser escolhido.
 
Após ser captado e editado por Marcelo Seghese, o clipe será enviado via internet até sexta-feira, dia 6, aos organizadores do congresso para integrar um compilado de vídeos gravados no mundo todo e, depois, será transmitido no Knesset, Parlamento de Israel sediado em Jerusalém. O intuito da ação, segundo o coordenador de projetos culturais do Instituto Formar, Maurício Ribeiro, é valorizar a história da população israelense.
 
 
“O povo judeu é sofrido, martirizado. O intuito é contribuir para mostrar a importância da trajetória desse povo que lutou pela sua terra. Jerusalém, hoje, é dividida entre árabes e palestinos. Além disso, a interpretação do sentido da letra é fundamental para dizer que a esperança deles não acabou, mesmo com todos os problemas enfrentados. E nós passamos tudo isso aos aprendizes, eles sabiam o que estavam cantando, estudaram sobre isso”, explicou Ribeiro, que é descendente de judeus.
 
 
Ele comentou, ainda, que foi em junho do ano passado que o Instituto Formar começou os estudos sobre Jerusalém, quando comemoraram 50 anos da libertação da capital de Israel.
 
 
O aprendiz Mateus Leonardo Barbosa, 15, que participa do instituto há seis meses, afirmou que ter conhecimento da música contribuiu para a formação cidadã dele. “A letra da música tem bastante significado, traz muitos valores daquela população de Israel para nós que estamos nos desenvolvendo. Para concluir a gravação, tivemos um trabalho em várias etapas: organizar tudo, entender a música que foge das nossas línguas de domínio, nos preparar musicalmente e escolher um espaço iconográfico da cidade. Todos nos unimos nessa ação”, disse o jovem baterista.
 
 
No total, 20 adolescentes tocaram instrumentos musicais como trombone, trompete, tuba, saxofone, flauta transversal, clarinete, bumbo, pandeiro, caixa e timbalão de chão e outros 20 cantaram a melodia, composta por duas estrofes. Clarinetista da banda, Melissa Soares de Souza, 17, comenta que a atividade foi um desafio para todos. “Por ser uma letra hebraica, é difícil. Quando penso na música, penso em tudo o que eles passam. Queremos nos unir a eles, mostrar para o mundo que eles não estão sozinhos”, afirmou ela, que participa do Formar há cinco anos.