Formula anti-corrupção

Dizer que existe formula anti-corrupção não é possível de acreditar, porque a corrupção é inerente ao ser humano.
No entanto a crença de que ela possa ser diminuída e controlada é uma possibilidade.
 
Para que esse combate possa ser estabelecido, deve existir propostas, das quais ao se observar a raiz de tal pecado mortal chega-se à alternativas.
 
Na escala de países mais corruptos do planeta o Brasil só está abaixo da Somalia. O Brasil ocupa o 96º lugar.
 
A corrupção no Brasil já se instalava desde os primórdios da sua organização. No entanto foi nos três últimos governos republicanos que ela se tornou sistêmica, o que levou o nosso país a essa situação calamitosa, de desavergonhamento da maioria de seus dirigentes, que por direito de justiça sempre se consideram inocentes, apesar de estar na cara mais do que nariz, que são culpados pois basta verificar seus depoimentos de fuga nos textos: Eu não sou culpado; eu não vi; eu não estava lá; eu não conheço; eu não sou pecador. E o que é mais absurdo é que clamam por perdão jurídico.
 
Até onde vai o perdão com os acobertamentos imaginados pela população e onde terminam?
 
Estamos novamente em vésperas de eleições da presidência da república. Muitos nomes como pré-candidatos aparecem com seus argumentos e cacifes políticos.
 
Na análise em um primeiro momento, a campanha presidencial começa a se instalar dentro da nação, talvez com os mesmos defeitos e casuísmos das eleições anteriores, pois pouco mudou nas regras eleitorais.
 
Os discursos dessas apresentações vão se alinhar mediante os históricos de cada nome que vier se investir de tal desejo.
Voltemos à ideia de combate à corrupção sistêmica.
 
Notamos nas entrelinhas desse processo de campanha eleitoral a aparição do “novo” modelo de governança baseado numa proposta, com anúncio de todos os nomes antes das eleições que comporão o novo estafe de dirigentes, dando a possibilidade de visualizar com quem estamos lidando.
 
Nesse caminhar de raciocínio, um governo eleito dessa forma terá mais credibilidade, pois eliminará grande parte das “negociatas” que estamos acostumados a ver pelos noticiários, e prevalecerão os “negócios”, que deveram ser transparentes espelhados nos nomes que foram escolhidos pelos presidenciáveis.
 
Quanto a “negociatas” e negócios já temos nome que está refletindo tais ideias.
 
Alguma coisa já sentimos de novo no ar das proposituras do futuro governo.
Boa sorte Brasil!
 
 
Walter Naime
Empresário e arquiteto-urbanista