Frentista é salvo de tiro no coração por moeda que carregava no bolso

Moeda salvou vítima de tiro. (Arquivo pessoal)

Um frentista de 20 anos escapou de ser baleado no coração por uma moeda que carregava no bolso de seu uniforme, no último sábado. A vítima estava parada em um semáforo, no bairro Higienópolis, quando foi rendido por dois assaltantes que ocupavam uma motocicleta. O garupa tentou quebrar o vidro da janela do veículo do frentista, mas a arma disparou. O tiro perfurou a janela, acertou o painel, ricocheteou e parou em uma moeda que a vítima portava. Os criminosos fugiram sem levar nada.

A tentativa de assalto aconteceu por volta das 22h30 de sábado. O frentista estava parado em um semáforo na avenida Luciano Guidotti, quando os suspeitos se aproximaram e o garupa passou a tentar quebrar o vidro da janela da picape Saveiro da vítima. Devido ao impacto, a arma do suspeito teria disparado, supostamente por acidente. O tiro quebrou o vidro, chegou a atingir o painel, ricocheteou e só parou na moeda de R$ 1 que o frentista carregava no bolso da camisa.

 

Tiro atravessou vidro do veículo da vítima. (Arquivo pessoal)

 

“Após o tiro, acelerei bastante e só parei em frente à casa do meu sogro. Não sei se os assaltantes me seguiram ou se fugiram, pois percebi que eles também se assustaram com o tiro. Uma atendente do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi até lá para me atender e disse se queria ir ao hospital. Ela disse ainda se tinha sido atingido, respondi que não”, comentou o frentista.

A vítima relatou ainda que somente quando passou a tirar algumas moedas que tinha no bolso, percebeu que tinha uma parte da munição que ficou na moeda.

 

Moeda estava no bolso do uniforme do frentista. (Arquivo pessoal)

 

“Somente naquele momento percebi que poderia ter sido atingido e a moeda salvou a minha vida, pois a atendente do Samu disse que se não fosse a moeda, provavelmente seria atingido no coração. A partir daquele momento tive a consciência do que poderia ter acontecido. Desde então, passei a considerar minha segunda data de nascimento”, enfatizou. “Tive apenas algumas escoriações no rosto por conta dos estilhaços do vidro, mas foi leve”, completou o rapaz.

A rapaz registrou o boletim de ocorrência no plantão policial, mas não tem condições de fazer o reconhecimento dos criminosos. O frentista lembra-se apenas que o garupa trajava uma camiseta vermelha.

 

Cristiani Azanha