Fumdeca deve arrecadar R$ 2 milhões do Imposto de Renda devido de 2017

O potencial de repasses do Fumdeca (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) chegou a apenas R$ 2 milhões dos R$ 14 milhões possíveis, conforme relataram representantes do CMDCA (Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente) e Receita Federal responsáveis, respectivamente, por administrar e arrecadar o fundo. 
 
Com menor arrecadação, este ano, apenas 12 entidades foram contempladas em 18 projetos sociais que deverão atender a um universo de 1.500 pessoas. Em 2017, foram conquistados R$ 2,2 milhões, destinados a 28 projetos, executados por 17 entidades. “As entidades precisam deste apoio que vem por meio da declaração do imposto de renda. Sabemos da dificuldade de todos, mas é importante que as pessoas entendam que isso pode ajudar muito mais famílias”, disse Euclídia Fioravanti, presidente do CMDCA.
 
Podem ser destinados ao fundo até 6% do imposto devido de pessoas físicas – desde que façam a declaração no formulário completo – e até 1% do IR devido de pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real. O prazo vence em 30 de abril.
 
O delegado da Receita Federal em Piracicaba, Luiz Antônio Arthuso, informou que mais de R$ 1,5 milhão foi proveniente de 25 empresas, o restante – R$ 264 mil – foi destinado por 208 pessoas físicas que deduziram do IR via Darf. Além disso, R$ 233 mil foram doados por 96 pessoas diretamente ao Fumdeca.Segundo a Receita, o potencial da cidade é de 30 mil declarações de pessoas físicas que utilizam o modelo completo de declaração, portanto, estão aptas a destinar parte do imposto devido ao Fumdeca. 
 
“Dos R$ 2 milhões, dois terços são de pessoas jurídicas. Mas o grande potencial sempre foi das pessoas físicas. Se todos optassem por esse caminho, teríamos muito mais recursos sendo aplicados em projetos na cidade. Por isso fazemos campanha junto aos contribuintes para que eles destinem o imposto pago as entidades locais”, disse Arthuso.
 
O JP visitou o projeto “Capoeira”, do CRP (Centro de Reabilitação Piracicaba) que, a um custo de R$ 7,5 mil, atendeu 60 crianças com Síndrome de Down. “É meu segundo ano neste projeto e ver a evolução e comprometimento dos alunos é gratificante. Eles chegam com muitas dificuldades, superam seus limites e, muitos deles, praticam a capoeira igual ou melhor que uma pessoa comum”, disse o professor do CRP, Leo Cardoso. A gerente da entidade, Mariana Luciano, lembrou que “o esporte é uma das ferramentas que colaboram no desenvolvimento dos nossos atendidos, promovem maior inserção e independência junto a sociedade, deixando-os ativos como cidadãos. Por isso o Fumdeca é tão importante”, ressaltou.