Funcionários dos Correios decidem hoje sobre realização da greve

Sindicato deve fazer ato em favor da categoria e depois uma assembleia para decidir a questão. (foto: Claudinho Coradini/JP)

Os funcionár ios dos Correios devem decidir hoje o destino da paralisação iniciada na semana passada em todo o país. De acordo com as informações do Sintect/Cas (Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares de Campinas e Região) haverá um ato em defesa dos Correios, às 17h e em seguida acontece uma assembleia, às 18h.

Na quinta-feira (12), a empresa e as representações sindicais participaram de audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília. O ministro Mauricio Godinho Delgado foi designado relator do dissídio coletivo, ajuizado um dia antes pela estatal. Segundo o diretor Emerson Marcelo Vieira, o movimento permanece na região. “A greve está muito forte, houve apenas um refluxo, que é normal”, afirmou acrescentando que dos 90% de funcionários que aderiram à paralisação na semana passada em Piracicaba, atualmente 85% estão parados.

OUTRO LADO

Os Correios informaram que vêm atuando na construção de um acordo coletivo de trabalho condizente com a sua situação econômica atual. Segundo nota da assessoria de imprensa, o prejuízo acumulado pela empresa é de aproximadamente R$ 3 bilhões. “Para minimizar os impactos da paralisação, inclusive a perda de clientes para a concorrência, mencionada pelo próprio ministro, os Correios aceitaram a proposta de encaminhamento do TST. A condição da empresa é o encerramento da paralisação parcial, integralmente, em todo Brasil”, informou.

Os Correios aceitaram a proposta de manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019, bem como a vigência do plano de saúde, conforme prorrogação ocorrida em 31 de julho, até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo TST.

Em contrapartida, as representações sindicais se comprometeram em levar a proposta de encerramento da paralisação parcial para as assembleias o mais rápido possível, fixando como prazo máximo de deliberação até a hoje.

Beto Silva
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