Funcionários dos Correios descartam paralisação

Servidores terão 3,68% de reposição salarial. (Claudinho Coradini /JP)

Os funcionários dos Correios decidiram acatar a proposta apresentada na semana passada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) e suspenderam o estado de greve deflagrado há cerca de um mês. Com a decisão da categoria, fica descartada a paralisação dos serviços da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos). Na assembleia realizada anteontem, os trabalhadores aceitaram a proposta de mediação apresentada pelo órgão federal, que prevê reajuste de 3,68% referente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período e manutenção das cláusulas sociais.

A campanha salarial da categoria reivindicava a reposição da inflação do último ano mais um reajuste linear de R$ 300 nos salários e a manutenção das cláusulas do acordo coletivo.
As negociações com a ECT ocorriam desde o mês de junho, quando a empresa ofereceu uma primeira proposta de reajuste salarial de 1,58%. No dia 31 de julho, uma segunda proposta foi apresentada no valor 2,60 % de aumento salarial. Ambas foram rejeitadas pela categoria. O impasse, segundo os sindicalistas, estava na proposta da empresa de retirar vários benefícios já garantidos em acordo coletivo. Na semana passada, após a apresentação da proposta pelo TST, os trabalhadores decidiram seguir a orientação da Federação e do comando de negociação em Brasília e mantiveram o estado de greve até a assembleia de anteontem.

O diretor do Sintectcas (Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região), em Piracicaba, Anderson Tognoni, disse que os servidores também aprovaram uma moção de repúdio ao presidente da ECT pela tentativa de interferir na proposta apresentada pelo TST, segundo ele, “fruto da organização e mobilização dos funcionários em todo o país.como se a aprovação fosse fruto da intervenção da presidência, o que nem de longe chega a ser verdade”. A assembleia também definiu um referendo para que as federações ingressem com procedimento de mediação pré processual referente a abusividade no custeio do plano de saúde e permanência dos pais dos funcionários.

(Beto Silva)