Funcionários dos Correios param por 24 horas

Os servidores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado anteontem. De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o motivo da paralisação é que os trabalhadores são contra mudanças no plano de saúde da empresa, que preveem o pagamento das mensalidades pelos funcionários e a retirada de dependentes dos contratos. Em Piracicaba, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Campinas e região, a mobilização aconteceu somente na segunda-feira (12). “Apoiamos a paralisação que acontece nas capitais, mas nós aderimos ao movimento apenas por 24 horas. Hoje (ontem), tudo já voltou à normalidade aqui na cidade”, declarou Emerson Marcelo Vieira, diretor local do sindicato. 
 
Apesar da mobilização, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou não descartar a possibilidade de privatização da empresa pública. “Os Correios estão em uma situação muito difícil. Eu sei que é muito difícil cortar direitos dos trabalhadores, mais triste é você fechar uma empresa porque ela está insolvente”, disse Gilberto Kassab.
 
Em nota publicada no site do Correios, a empresa afirma que a greve “é um direito do trabalhador”, porém, neste momento, “serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados”. Além disso, lembrou que “aguarda uma decisão conclusiva por parte do TST (Tribunal Superior do Trabalho) sobre as mudanças do plano de saúde da empresa, para tomar as medidas necessárias” e ressalta que “já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.