Furto de energia abasteceria 900 casas por um mês

Operação contra fraudes e furtos de energia foi realizada em dez cidades e em parceria com a Polícia Civil. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A CPFL Paulista flagrou três irregularidades de furto de energia, todas cometidas por uma mesma empresa em Piracicaba. De acordo a companhia, os chamados ‘gatos’ na rede eram cometidos por uma rede de franquias de salgados, nos bairros Alto da Pompeia, Vila Rezende e Paulista.

A CPFL estima que as irregularidades aconteciam há, pelo menos, um ano e a ação realizada anteontem recuperará aproximadamente 140 megawatts-hora de energia. Essa energia, segundo a empresa, é suficiente para abastecer em torno de 900 casas durante um mês. Ninguém foi detido pela polícia durante a operação.

A operação contra fraudes e furtos foi realizada em dez cidades. Em parceria com a Polícia Civil, a empresa inspecionou 19 unidades consumidoras que pertencem a uma grande rede de comercialização de salgados e alimentos.

Nos locais, a companhia encontrou ao todo 17 irregularidades. Durante a ação, foram registrados flagrantes e seis pessoas foram conduzidas a unidades policiais.

A operação tem como objetivo coibir a prática, que causa o encarecimento das tarifas para todos os clientes da distribuidora, pioram a qualidade do fornecimento de energia e colocam em risco a vida da população, além de encarecer as tarifas para todos os clientes da distribuidora.

Segundo a CPFL, as fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. São cobrados ainda dos fraudadores os valores das tarifas referentes a todo o período em que ocorreu o furto, acrescidos de multa.

A Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – distribui para todos os consumidores, por meio das tarifas de energia elétrica, parte dos prejuízos causados pelas “perdas comerciais”, como são denominadas as irregularidades.

Dessa forma, o prejuízo causado pela prática criminosa é compartilhado por toda a população. Outra consequência negativa citada pela companhia é a piora na qualidade do serviço prestado. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento.

“Consumidores que cometem o crime também estão colocando em risco as suas vidas e da população”, destaca o gerente de serviços comerciais da CPFL Energia, Pedro de Aro.

Beto Silva
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