Gaeco prende 5 policiais em ação contra jogos de azar

Unidade de Piracicaba cumpriu mandados em cidades da região. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) de Piracicaba deflagrou nesta segunda-feira (04), a Operação Bellagio contra jogos de azar, corrupção e organização criminosa. Dos dez presos na atividade, três deles são policiais militares que atuavam em Santa Bárbara d’Oeste e Americana, além de dois irmãos, que são policiais civis, que atuavam em Americana e Nova Odessa. Foram apreendidos R$ 210 mil em dinheiro com as lideranças, bem como 100 munições e algumas porções de entorpecentes. A ação contou com o apoio das corregedorias das Polícias Civil e Militar. Foram utilizados 200 policiais militares, distribuídos em 39 viaturas e oito promotores de Justiça.

O promotor do Gaeco de Piracicaba André Camilo Castro Jardim disse que a apuração foi iniciada em setembro de 2018 pela Corregedoria da Polícia Militar. Posteriormente, após chegarem a outros investigados que não tinham ligação à corporação, o caso passou a ser apurado pelo Gaeco.

O nome da operação faz menção ao famoso cassino de Las Vegas, segundo o major da Polícia Militar Marlon Robert Niglia, chefe operacional do CPI-2 (Comando de Policiamento do Interior) de Campinas. “Identificamos que os líderes do esquema são duas mulheres e um homem que foram presos na operação e se revezariam no comando do esquema de bingo. O gerente era um ex-policial militar, que foi expulso da corporação e era ele quem atuaria na contratação dos policiais militares que faziam parte da segurança de um galpão, que funcionava como bingo, na Vila Dainese, em Santa Bárbara d’Oeste. Os PMs ganhariam de R$ 50 a R$ 100 por dia para fazer a segurança do bingo”, afirmou o major. Os policiais que seriam envolvidos tinham cerca de dez anos na instituição. “Já os policiais civis receberiam de R$ 1.000 a R$ 2.000,00 mensais, para evitarem as investigações sobre os jogos de azar”, afirmou o promotor André. Os policiais civis atuavam na corporação desde a década de 80.

De acordo com o Gaeco, as investigações continuam na tentativa de identificar outros envolvidos no esquema.

Cristiani Azanha
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